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02/03/2006 - 17h57

O satélite torna-se ferramenta para uma agricultura mais ecológica

Por Guy Clavel PARIS, 2 Mar (AFP) - Pesticidas e adubos mais bem espalhados e dosados graças à gestão por satélite ou a economia de combustível e tempo com GPS instalado nas máquinas agrícolas. O espaço invade todos os aspectos da agricultura moderna, cada vez mais respeitosa com o meio ambiente.

Duzentos e cinqüenta mil hectares de trigo, canola (colza) ou cevada são rastreados por cinco satélites - Spot 2, 4, 5 (França), IRS (Índia) e Formosat (Taiwan) - para otimizar os plantios, segundo especialistas presentes no Salão da Agricultura de Paris.

"Desde o início da primavera, temos todos os elementos para pilotar o cultivo destas terras", explicou Joël Cottart, um agricultor do norte da França, que assina o serviço Farmstar, instrumento agrícola de precisão concebido pelo fabricante de satélites EADS Astrium.

Entre a semeadura e a colheita, o cliente recebe cinco mapas de suas terras feitos pelo satélite em períodos cruciais para um eventual tratamento com inseticida, para o início da regadura ou a utilização de fertilizantes.

As cores destes mapas - laranja, vermelho, amarelo e verde - mostram com precisão onde se precisa de água ou se o plantio sofre algum ataque destrutivo. Assim, o agricultor pode se concentrar nas áreas afetadas, utilizar menos fertilizantes ou pesticidas prejudiciais ao meio ambiente.

Segundo a Farmstar, desta forma é possível economizar 10 quilos de nitrogênio por hectare para trigo e canola, o que representou um total de 2.

500 toneladas de fertilizantes nitrogenados em 2005.

"Se os adubos se ajustarem às necessidades, se preserva o lençol freático", destacou Joël Cottart.

Também se pode economizar água graças ao Farmstar, que na próxima estação poderá ser usado pelos produtores de milho. Este plantio exige muita água e a vigilância por satélite permitirá determinar as áreas das plantações que não precisam de regadura, evitando bombeamentos inúteis em rios ou lençóis freáticos.

O satélite não se limita mais à gestão dos cultivos. Agora é possível ver avançar por campos franceses tratores ou colheitadeiras sem condutor, através de um sistema GPS, que permite a condução automatizada com uma precisão de dois centímetros.

As máquinas dispõem de um computador de bordo que substitui o agricultor ou o ajuda a fazer sulcos retos, a não passar duas vezes pelo mesmo local para semear, a espalhar herbicida apenas no local necessário, a posicionar bem a barra de corte para a ceifa.

Esta tecnologia contribui para o "desenvolvimento estável", ao evitar semeaduras abusivas, limitar o gasto de combustível, a melhorar o conforto do agricultor, que não tem que se preocupar com a condução, disse Jean-Yves Labrosse, presidente da rede GPS Sat-info.

Além disso, segundo os promotores do sistema GPS para a agricultura, o satélite permite que as máquinas "vejam" em todo o momento e trabalhem de dia, de noite ou sob nevoeiro.

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