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07/03/2006 - 13h29

Lagos nega que Pinochet tenha sido foco de preocupação para seu governo

SANTIAGO, 7 mar (AFP) - O atual presidente chileno, Ricardo Lagos, disse nesta terça-feira, a quatro dias de deixar o poder, que a situação do ex-ditador chileno Augusto Pinochet foi um tema que não o preocupou em seus seis anos de governo que serão concluídos no próximo sábado.

"Pinochet não foi um tema que me preocupou", disse Lagos, entrevistado pela Rádio Cooperativa de Santiago.

O presidente, que passará a Presidência para a também socialista Michelle Bachelet, afirmou que o ex-ditador já não é relevante para o Chile e que a situação judicial que o aflige é apenas um assunto para os tribunais de justiça.

Lagos não quis se pronunciar sobre como Pinochet, de 90 anos, será lembrado pela História, nem revelou se caso o ex-ditador tivesse morrido durante o seu mandato se teria comparecido ao seu funeral.

"Teria que consultá-lo nesse momento", disse o presidente.

Lagos, o segundo socialista a ocupar a Presidência do Chile depois da deposição de Salvador Allende (1970-1973), assumiu o governo no dia 11 de março de 2000, uma semana depois de Pinochet ter chegado ao Chile vindo de Londres, onde foi mantido em prisão domiciliar por 503 dias enquanto era decidida uma petição de extradição da Espanha.

Nos seis anos do governo de Lagos, Pinochet foi processado em três casos de violações dos direitos humanos e por uma denúncia por enriquecimento ilícito, devido às contas secretas que mantinha no Riggs Bank de Washington e em bancos de outros países, com depósitos estimados em 27 milhões de dólares.

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