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14/03/2006 - 13h42

Milhares de tailandeses exigem renúncia do premier Thaksin Shinawatra

BANGCOC, 14 mar (AFP) - Milhares de tailandeses cercaram nesta terça-feira a sede do governo em Bangcoc para exigir a renúncia do primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, que ameaça decretar o estado de emergência.

A polícia calculava em 60 mil os participantes do protesto, que inclui diversos grupos estudantis, sindicalistas, militantes contra a globalização e representantes da sociedade civil.

Os manifestantes passaram a noite na Praça Sanam Luang, próxima ao Palácio Real, e seguiram ao amanhecer para a sede do governo.

Thaksin, em viagem eleitoral pelo nordeste do país, ameaça impor o estado de emergência em Bangcoc se a manifestação degenerar em violência.

Esta é a quinta manifestação em cinco semanas, e os organizadores aumentaram a pressão contra Shinawatra, que acusam de abuso de poder e corrupção.

Chamlong Srimuang, um dos líderes do movimento contra Thaksin Shinawatra, pediu que a manifestação seja pacífica e que não entre na sede do Executivo.

"Não entrem na sede do governo, não derrubem as barreiras. Se não cairemos em uma armadilha. Fiquem certos de que no final venceremos", disse Chamlong Srimuang, um líder budista de 71 anos que teve um papel determinante na queda do governo pró-militar em 1992.

"Estou seguro da nossa vitória", corroborou Joe Chiwasanti, líder operário de 38 anos, no momento em que começava a passesata, às 07h00 local.

O protesto foi marcado para coincidir com uma reunião do gabinete tailandês, da qual Thaksin Shinawatra participaria por teleconferência.

Paralelamente, milhares de partidários do premier, principalmente camponeses vindos do norte, estão concentrados na entrada de Bangcoc, mas a polícia impede seu acesso ao centro da capital.

Desde 23 de janeiro, Thaksin, de 56 anos, enfrenta uma onda de protestos provocada pela venda do Shin Corp, gigante das telecomunicações, por parte de sua família. O comprador foi a Temasek, holding de investimentos do governo de Cingapura.

Para tentar minimizar a crise, Thaksin, eleito em 2001 e reeleito em 2005, dissolveu a Câmara baixa do Parlamento e convocou eleições para 2 de abril, mas a oposição decidiu boicotar a votação.

Na semana passada, o rei Bhumibol, de 78 anos, muito respeitado no país, fez saber por intermediários que já é hora de encontrar uma solução rápida e pacífica para a crise.

Thaksin é popular entre as massas rurais, mas tem muitos adversários na classe média e na elite de Bangcoc.

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