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26/03/2006 - 20h23

Cientistas acreditam que porcos transgênicos clonados são ricos em ômega-3

PARIS, 26 mar (AFP) - Os cientistas afirmam ter criado porcos transgênicos clonados que produzem ômega-3, ácidos graxos insaturados benéficos para a saúde, que são encontrados na carne de alguns peixes, segundo um estudo publicado neste domingo na revista Nature Biotechnology.

Caso se revelem adequados para consumo, estes porcos poderão complementar a fonte de ácidos graxos ômega-3 de peixes como o salmão e o atum, cujo consumo deve ser limitado, já que estes peixes podem ter altas taxas de mercúrio, opinou o professor da Escola de Medicina de Pittsburg (Estados Unidos) Yifan Dai, responsável pela equipe de investigação.

Também são "um objeto de estudo ideal para doenças (humanas) cardiovasculares e autoimunes", dada a proximidade fisiológica entre o homem e o porco, indicou Dai.

Para obter estes animais transgênicos, os investigadores transferiram para o núcleo das células mãe um gen chamado "fat-1", responsável pela produção de uma enzima que transforma em ômega-3 os ácidos graxos ômega-6, menos benéficos, porém mais comuns.

O núcleo das células mães foi depois substituído pelo óvulo fecundado, segundo o método clássico de clonagem de animais iniciado em 1996 com a ovelha Dolly. Dos 1.633 embriões implantados em 14 porcos, 10 nasceram vivos, dos quais seis tinham o gen fat-1.

"Poderemos utilizar estes animais para estudar os efeitos sobre as funções cardiovasculares dos níveis de ômega-3 no corpo", sublinhou o biólogo Randy Prather, da Universidade de Missuri, em Columbia (Estados Unidos), co-autor do estudo.

Os benefícios do consumo de ômega-3 para reduzir a mortalidade e as doenças cardiovasculares foram questionados em trabalhos publicados esta semana pela revista médica britânica British Medical Journal.

Depois de ter analisado 89 estudos publicados entre 1990 e 2003, Lee Hooper, da Universidade de East Anglia, em Norvich (Reino Unido), e sua equipe concluíram que os ácidos graxos insaturados ômega-3 devem ser evitados em casos de doenças crônicas como a angina de peito, embora sejam benéficos em caso de ataques agudos.

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