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05/04/2006 - 13h26

Israel não acredita em mudança de opinião do Hamas sobre o Estado hebreu

JERUSALÉM, 5 abr (AFP) - Israel questionou nesta quarta-feira a possibilidade de que o Hamas tenha mudado de opinião em relação ao Estado hebreu, apesar da carta de um de seus líderes à ONU na qual, pela primeira vez, o grupo radical cita uma solução para o conflito israelense-palestino baseada em "dois Estados"

"Nesta carta, o chefe da diplomacia palestina, Mahmud Zahar, fala de cooperação e de paz, mas lamentavelmente se refere à região sem Israel", declarou à AFP o porta-voz do ministério israelense das Relações Exteriores, Marc Regev.

O novo chanceler palestino e também um dos principais líderes do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), mencionou pela primeira vez a idéia de uma solução do conflito palestino-israelense baseada na existência e reconhecimento de dois Estados, mas sem mencionar explicitamente o nome de Israel.

"Desejamos, como todos os Estados do mundo, viver em liberdade e em segurança e que nosso povo possa gozar da paz e da independência, ao lado de nosso vizinhos, neste local sagrado do mundo", afirma Zahar em carta enviada ao secretário-geral da ONU, Kofi Annan.

No entanto, o texto acrescenta: "As iniciativas de Israel nos territórios ocupados querem acabar com todas as esperanças de se chegar a um acordo final e pacífico com base em uma solução que preveja dois Estados".

Apesar da carta de Zahar ter sido interpretada num primeiro momento como um reconhecimento implícito à existência de Israel, uma fonte da chancelaria palestina também desmentiu este ponto de vista à AFP.

"Zahar enviou uma carta a Annan, mas não reconheceu Israel, não fez menção alguma ao direito de Israel existir, nem sugeriu isso", disse o funcionário, que pediu anonimato.

O Hamas, que atualmente governa a Autoridade Palestina, defende em sua carta de princípios a destruição de Israel e se nega a reconhecer sua existência.

No entanto, uma solução baseada em dois Estados (Israel e Palestina) obrigaria o grupo radical palestino a reconhecer o Estado hebreu.

Na carta a Annan, o chanceler palestino também destaca que seu governo está disposto a iniciar um diálogo "sério e construtivo" com o Quarteto para o Oriente Médio (EUA, Rússia, ONU e União Européia).

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