UOL Notícias Notícias
 

11/04/2006 - 17h22

Ex-presidente García ultrapassa Lourdes na disputa pelo 2º turno

LIMA (AFP) - O social-democrata Alan García conseguiu nesta terça-feira uma leve vantagem de um ponto sobre a candidata de direita Lourdes Flores na disputa acirrada que ambos travam por uma vaga no segundo turno, quando um deles irá disputar a Presidência do Peru com o nacionalista Ollanta Humala.

A tensão aumenta à medida que o Escritório Nacional de Processos Eleitorais (Onpe) divulga os resultados parciais. Após a apuração de 84,17% dos votos, Humala soma 30,86%, enquanto García, com 24,69%, ampliou em pouco mais de um ponto percentual a vantagem sobre Lourdes, candidata da aliança conservadora Unidade Nacional, que tem 23,61%.

Dois dias depois das eleições de domingo, nada está decidido na disputa entre Lourdes e García, e é provável que os peruanos tenham que aguardar três semanas até o término da apuração oficial.

Os partidários de Lourdes não querem que se repita a experiência amarga de 2001, quando García tirou dela a vaga no segundo turno, em que foi derrotado pelo atual presidente, Alejandro Toledo. A candidata pediu calma hoje, e disse que os eleitores poderão ter que esperar até o último momento para saber quem enfrentará Humala.

Lourdes e García concordaram em que será necessário abrir as portas para as alianças após o primeiro turno, marcado pelo jogo sujo. Segundo a candidata, o resultado do voto dos peruanos "obriga as forças democráticas a conversar, a fechar acordos e conciliar critérios, o que é positivo".

Luis Bedoya de Vivanco, colaborador de Lourdes, citou a possibilidade de um eventual "entendimento ou governo conjunto" se ela ou García vencer Humala. García, presidente de 1985 a 1990, disse ontem que a situação do país após as eleições de domingo é perigosa.

"É perigosa se não for obtida uma combinação que incorpore elementos democráticos e, ao mesmo tempo, uma vontade de mudança", explicou. "Nenhum dos três poderá governar sozinho, isso é evidente. Desde agora, antes do resultado, deve-se falar uma linguagem de amplitude, de tolerância, que permita que o país cresça."

A estratégia de Humala neste momento das eleições é convencer os cidadãos de sua "posição democrática e social, que, infelizmente, foi deturpada no debate político", assinalou Gonzalo García Núñez, do União pelo Peru (UPP).

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    16h59

    0,13
    3,270
    Outras moedas
  • Bovespa

    17h21

    -0,51
    63.760,94
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host