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19/04/2006 - 18h49

Cientistas canadenses advertem para riscos do aquecimento global

MONTREAL, EUA, 19 abr (AFP) - Noventa especialistas canadenses pediram a seu governo que aja rapidamente para lutar contra o aquecimento global, mas o primeiro-ministro canadense disse nesta quarta-feira que seu país não estaria em condições de alcançar as metas do protocolo de Kyoto.

Em carta aberta a Harper, os cientistas e especialistas em meio ambiente pediram para "preparar uma estratégia nacional eficaz para fazer frente a muitos aspectos importantes do clima que afetarão o Canadá e o resto do mundo nos próximos anos".

Eles destacaram a necessidade desta estratégia diante do crescente impacto da mudança climática nos ecossistemas, na economia e no estilo de vida dos países.

Durante uma entrevista coletiva, Harper alegou que o Canadá não estaria em condições de cumprir os compromissos do protocolo de Kyoto sobre a redução das emissões de gases causadores de efeito estufa.

"Sempre disse que o Canadá não atingiria os objetivos de Kyoto. O Canadá não podia alcançá-los (quando assinou o protocolo). Esta é a realidade, mas queremos fazer avanços" a respeito, disse o político conservador.

Em virtude do protocolo de Kyoto sobre a redução das emissões de gases de efeito estufa, o Canadá deveria reduzir suas emissões em 6% com relação aos níveis de 1990. Mas nos últimos anos, o país aumentou suas emissões em quase 25% com relação a 1990, segundo um relatório da ONU do ano passado.

Harper acrescentou que o Canadá fazia consultas com seus sócios comerciais sobre este tema e que seu governo estava reexaminando diferentes programas de forma a garantir que os recursos atribuídos "consigam efetivamente uma redução das emissões".

Desde sua chegada ao poder, no fim de janeiro, o governo de Harper destacou que não tem a intenção de sair deste acordo, embora tenha estimado estes objetivos como inatingíveis para o Canadá.

Em sua carta, publicada na internet, os cientistas destacam que no Canadá a temperatura aumenta mais rapidamente que na maior parte do planeta e estimam particularmente que, até 2050, pode deixar de haver gelo no Oceano Ártico durante o verão.

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