UOL Notícias Notícias
 

19/04/2006 - 18h17

Pouco mais da metade dos brasileiros estão satisfeitos com sua vida sexual

CHICAGO, EUA, 19 abr (AFP) - Pouco mais da metade dos homens brasileiros (59%) disseram que as relações sexuais que têm são muito prazerosas, embora 74% deles tenham afirmado que o sexo é importante em suas vidas, segundo um estudo global da Universidade de Chicago sobre o bem-estar sexual de pessoas maiores de 40 anos, em que Áustria e Espanha aparecem no topo da lista dos países que têm os maiores índices de satisfação.

A pesquisa destaca que há um fosso preocupante entre homens e mulheres. Em todos os países, exceto em Argélia e Malásia, eles eram mais propensos que elas a considerar que se sentiam contentes com sua vida sexual.

"As mulheres são muito sensíveis à qualidade de uma relação e quando isso não funciona bem, não se interessam" pelo sexo, disse Edward Laumann, principal pesquisador do estudo e professor de Sociologia na Universidade de Chicago (Illinois, norte).

O baixo índice de satisfação sexual entre as mulheres também é explicado pela falta de "preliminares", algo particularmente problemático nas culturas dominadas pelos homens na Ásia e no Oriente Médio, disse Laumann.

"Em média, (os homens) levam quatro minutos para ejacular. As mulheres precisam de 11 para chegar ao orgasmo. É por isso que as preliminares são tão importantes", explicou. Segundo Laumann, entre os homens, 75% dizem ter sempre um orgasmo, mas entre as mulheres, a cifra chega apenas a 26%, "embora 45% dos homens acreditem que sua parceira sempre tenha um orgasmo".

Os pesquisadores analisaram dados de 29 países, entre eles, Brasil, Coréia, China, Japão, Indonésia, Tailândia, África do Sul, México, Argélia, Turquia, Egito, Marrocos, Israel, Estados Unidos, Canadá, Austrália, Nova Zelândia e grande parte da Europa Ocidental.

O estudo, o mais amplo deste tipo, deixa claro como os componentes culturais afetam a satisfação sexual, que contribui para a saúde em geral, para a felicidade e para a melhora da qualidade de vida, disse Laumann.

Cerca de 60% a 80% das pessoas que vivem em países que possuem "igualdade de gênero", principalmente os países ocidentais, informaram que estão bem em relação à vida sexual. Na Áustria, 80% dos homens e 63% das mulheres disseram ter relações sexuais muito satisfatórias, enquanto 73% dos homens e 68% das mulheres da Espanha se consideraram satisfeitos com o desempenho sexual de seus parceiros.

Nos "países centrados no homem", o Brasil entre eles, os índices de satisfação sexual caíram para até 40%, embora a importância do sexo na vida das pessoas seja maior, particularmente entre os homens.

Os muçulmanos que participaram da pesquisa registraram os mais altos índices de importância atribuída ao sexo porque a sexualidade no casamento é muito valorizada tanto entre os homens como entre as mulheres.

O Japão ficou com o último lugar da lista, com apenas 18% dos homens e 10% das mulheres declarando-se sexualmente felizes. Trata-se do único estudo sobre satisfação sexual centrado em pessoas com idades entre 40 e 80 anos.

"As pessoas nessa faixa etária têm de fato uma quantidade significativa de relações sexuais", disse Laumann. "Isto não surpreenderá às pessoas desse grupo, e sim a seus filhos".

O estudo registrou, no entanto, um alto índice de disfunção sexual.

"A ejaculação precoce é o principal problema para os homens - um em cada quatro no mundo possui", ressaltou Laumann. "Mas o interessante é que isso não tem um impacto adverso (em sua satisfação sexual) porque não importa para eles, embora possa importar à sua parceira".

Cerca de um terço das mulheres em todo o mundo não sentem desejo sexual, embora o índice seja muito maior no Oriente Médio e no leste da Ásia.

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    16h59

    0,59
    3,276
    Outras moedas
  • Bovespa

    17h21

    -1,54
    61.673,49
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host