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22/04/2006 - 17h18

Venezuela denuncia Acordo de Cartagena ante Comissão Andina

CARACAS, 22 Abr (AFP) - A Venezuela denunciou neste sábado o Acordo de Cartagéna que deu origem à Comunidade Andina das Nações (CAN) cumprindo assim o primeiro passo para a formalização de sua saída desse mecanismo de integração.

Durante a semana, o presidente Hugo Chávez havia justificado a intenção alegando que a CAN só serve às elites e às transnacionais, razão pela qual a Venezuela prefere apostar no Mercosul (Paraguai, Brasil, Argentina e Uruguai).

"A Comunidade Andina de Nações está ferida de morte e hoje posso dizer que está morta. Mataram-na. Não existe. A Venezuela está deixando a Comunidade Andina. Não faz sentido. Precisa fazer outra coisa", disse Chávez durante um encontro presidencial na capital paraguaia.

Segundo Chávez, o bloco foi ferido de morte quando a Colômbia firmou o Tratado de Livre Comércio (TLC) com os Estados Unidos.

"Acabou, foi sepultada pelo neoliberalismo e por estes acordos bilaterais, que são "Alquitas" (em alusão à Alca). Esta é a estratégia do império (EUA) que, como fracassou em Mar del Plata, partiu para a ofensiva redobrando os apelos para firmar os chamados TLC". "O gigante (...) está aqui no Sul. O Sul é um gigante para buscar o equilíbrio do universo, como dizia Simón Bolívar", lembrou Chávez para destacar o potencial energético em gás e petróleo da América do Sul.

O presidente Evo Morales brincou com Chávez dizendo que ele não deve matar a Comunidade Andina tão rapidamente porque "dentro de dois meses receberá a presidência" do bloco. A Comunidade Andina de Nações é integrada por Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia. O Mercosul é formado por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, tendo a Venezuela como membro associado.

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