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25/04/2006 - 14h09

Primeiro-ministro iraquiano afirma que formará governo em 15 dias

Por Kamal Taha=(FOTOS)= BAGDÁ, 25 abr (AFP) - O novo primeiro-ministro do Iraque, o xiita Jawad al-Maliki, estipulou nesta terça-feira um prazo de duas semanas para formar o seu gabinete, com o qual pretende pôr fim à violência no país.

Depois das eleições legislativas de 15 de dezembro de 2005 o Iraque passou por um período de crise que começou a ser solucionada no sábado passado com a nomeação de um primeiro-ministro, Jawad al-Maliki, Ele iniciou em seguida negociações com todas as formações representadas no Parlamento.

"Os acordos concluídos sobre o programa de governo e a formação de um Conselho de segurança nacional facilitaram nosso trabalho", declarou nesta terça-feira al-Maliki à televisão estatal Iraqia.

"Por isso creio que preciso de somente 15 dias para formar um novo governo e apresentá-lo ao Parlamento", acrescentou, exultante.

Classificado pelo presidente americano, George W. Bush, de "homem de autoridade férrea", o sucessor de Ibrahim Jaafari dispõe de 30 dias para apresentar a composição de seu governo.

As principais formações políticas, a aliança xiita, a coalizão curda e os partidos sunitas, começaram a debater as atribuições dos ministérios, parecendo claras suas preferências.

"Contamos com um governo integrado por 30 ministérios. Dada a nossa representação no Parlamento, reivindicamos 6 pastas, uma das quais deve ter relação com a soberania do Estado", explicou o deputado curdo Mahmud Osmán.

"Não nos interessam os ministérios ligados à segurança, mas queremos manter o das Relações Exteriores. Caso contrário, esperamos conseguir a pasta de Petróleo ou de Finanças", acrescentou.

O governo anterior de Jaafari era composto por 36 ministros e secretários de Estado, dos quais 18 eram xiitas, nove sunitas, oito curdos e um cristão.

Os Estados Unidos avisaram que acompanharão de perto as nomeações relacionadas à área de segurança e, por meio de seu embaixador em Bagdá, Zalmay Jalilzad, pediram o desmantelamento das milícias, "germe de guerra civil".

Nesta terça-feira a rotina de ataques no Iraque foi mantida.

Doze iraquianos, seis deles funcionários de uma companhia de telefonia móvel, foram mortos e outros dez ficaram feridos em vários ataques ocorridos nesta terça-feira no país, de acordo com várias fontes de segurança.

A polícia da cidade santa de Kerbala, 110 quilômetros ao sul de Bagdá, anunciou ter encontrado os corpos de seis funcionários da companhia telefônica MTC Atheer, assassinados em pleno deserto.

"Soubemos que seis funcionários da MTC Atheer foram assassinados nesta manhã em Nakhib, uma cidade localizada a 200 quilômetros a oeste de Kerbala, e enviamos uma patrulha para recuperar os corpos", declarou o comandante Mehdi Saleh.

O oficial da Polícia não pôde precisar as circunstâncias do ataque aos funcionários desta empresa de capital kuwaitiano, possuidora de uma licença que cobre principalmente o sul do Iraque.

Dois soldados morreram e um terceiro ficou ferido em um ataque praticado por supostos rebeldes a bordo de dois veículos contra o grupo de militares, responsável pela proteção de um oleoduto localizado 70 quilômetros ao norte de Bagdá, segundo a polícia local.

Em Baaquba, um pouco mais ao sul, um civil e sua filha de dez anos morreram vítimas por disparos efetuados por rebeldes armados, informou uma fonte policial desta cidade.

Um civil foi morto e outros quatro ficaram feridos na explosão de uma bomba na passagem de um micro-ônibus, no bairro xiita de Sadr City, a nordeste da capital iraquiana, informou uma fonte da segurança.

Em Mahmudiyah, 30 quilômetros ao sul de Bagdá, um professor foi assassinado por homens armados, anunciou outra fonte da segurança.

Três policiais ficaram feridos quando um artefato artesanal explodiu na passagem de seu veículo, no norte de Bagdá.

Outros dois agentes também ficaram feridos na explosão de um carro-bomba próximo do hospital Yarmuk, no oeste da capital iraquiana.

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