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02/05/2006 - 19h08

Americanos entre 55-64 anos menos saudáveis que britânicos da mesma idade

WASHINGTON, 2 mai (AFP) - Os americanos de 55 a 64 anos são menos saudáveis que os britânicos da mesma faixa etária e, nos dois países, quanto mais alto o nível social e educacional, melhor saúde têm os indivíduos, segundo um estudo publicado nesta terça-feira nos Estados Unidos.

Os americanos de 55 a 64 anos têm uma incidência de diabetes e doenças cardiovasculares claramente mais elevada que seus contemporâneos britânicos, informou a pesquisa publicada na edição de 3 de maio do Journal of the American Medical Association (JAMA).

A prevalência de diabetes é duas vezes maior neste grupo etário nos americanos que nos ingleses.

Nos dois países, os que pertencem à categoria social mais elevada e mais bem educada têm geralmente melhor saúde que os menos favorecidos, destacam os cientistas.

No entanto, os americanos de maior renda e educação superior têm a mesma incidência de diabetes e doenças cardiovasculares que os ingleses pertencentes ao grupo social mais baixo.

"Este estudo questiona a teoria segundo a qual uma maior heterogeneidade da população americana é a principal razão de os Estados Unidos estarem muito abaixo dos outros países industrializados nos grandes indicadores que medem o estado de saúde da população", disse Richard Suzman.

Suzman é diretor do programa de pesquisa social e comportamento do Instituto Nacional de Envelhecimento, subordinado ao Instituto Nacional da Saúde (NIH, na sigla em inglês).

"Ao limitar o espectro de comparação à população branca dos dois países, o estudo destaca que os americanos são ainda mais saudáveis que seus contemporâneos das outras nações ricas", destacou o funcionário.

Ao contrário, nos dois países, os mais ricos, a classe média e a classe social mais baixa estão em situação similar perante o câncer, cuja incidência é quase a mesma nos três grupos socioeconômicos, relevou o estudo.

Segundo os cientistas, estas diferenças entre o estado de saúde dos americanos e dos ingleses existem apesar de os Estados Unidos gastarem muito em cuidados médicos.

O estudo comparativo se baseia em duas pesquisas nacionais. Uma foi realizada entre 4.386 americanos de 55 a 64 anos, todos brancos e de origem não-hispânica, e a segunda com 3.681 ingleses brancos. As duas amostras se dividiram em três grupos socioeconômicos em função do nível social e educacional.

A pesquisa foi conduzida por James Smith da corporação RAND (empresa de pesquisas independentes), Zoe Oldfield da Universidade de Londres, e sir Michael Marmont, da University College de Londres.

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