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22/05/2006 - 20h58

Estudo da OMS na América Latina alerta para riscos da cesariana

PARIS, 23 maio (AFP) - A cesariana, uma prática adotada com cada vez mais freqüência, pode ter conseqüências negativas para a mãe e o bebê, segundo um estudo dirigido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) na América Latina e publicado pela revista britânica "The Lancet".

"Os índices de partos por cesariana cresceram, passando de 5% nos países desenvolvidos no início dos anos 70 para mais de 50% em algumas regiões do mundo no fim dos anos 90", explica o médico José Villar.

A OMS pediu aos pesquisadores que estudassem o impacto do aumento dessa prática na América Latina antes da análise em outros continentes. A pesquisa baseou-se nos partos em 120 maternidades de oito países latino-americanos: Brasil, Argentina, Cuba, Equador, México, Nicarágua, Paraguai e Peru.

Dos 97 mil partos estudados, mais de 34 mil haviam sido por cesariana, ou seja, 35%. Em alguns hospitais privados, essa cifra chegou a 50%.

Os hospitais em que se recorre com maior freqüência à cesariana também registram maiores índices de pacientes com problemas de saúde (necessidade de transfusão de sangue, internação por mais de sete dias, reanimação) e de morte materna, segundo a pesquisa.

Para o bebê, "nascer por cesariana tampouco melhora sua situação, pelo contrário", assinalam os especialistas, segundo os quais a mortalidade de bebês e o nascimento de prematuros também aumentaram.

Na América Latina, que registra 11 milhões de nascimentos por ano, o custo da cesariana é maior que o do parto normal. No Chile, por exemplo, a diferença é de 350 dólares.

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