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25/05/2006 - 10h38

Militares australianos chegam a Timor para tentar restabelecer a ordem

=(FOTOS)= DILI, 25 mai (AFP) - Um primeiro contingente de militares australianos chegou nesta quinta-feira a Timor Leste, cenário de confrontos armados entre soldados leais ao governo e militares desertores, para ajudar no restabelecimento da ordem neste pequeno país independente desde 2002.

A chegada deste primeiro destacamento australiano responde ao pedido de ajuda feito na véspera pelas autoridades locais, incapazes de pôr fim ao caos que reina no país desde o final de abril.

"Dois vôos procedentes de Darwin, com um total de 100 militares bem equipados, aterrissaram pela manhã em Dili", confirmou o gabinete do primeiro-ministro John Howard em um comunicado.

"Estas forças australianas ficarão encarregadas de assegurar um perímetro de segurança em torno do aeroporto internacional de Dili", anunciou ao Parlamento o premier.

Pelo menos um policial e um militar morreram nos tiroteios registrados nesta quinta-feira em pleno centro da capital de Dili, não muito longe do palácio do governo.

Inúmeros habitantes da capital foram obrigados a abandonar suas residências para se refugiar em prédios considerados mais seguros, como igrejas e hotéis e, inclusive, abrigos nas montanhas.

Entre um terço e a metade dos soldados desertaram recentemente e receberam baixa. Nos últimos dias, ocorreram enfrentamentos entre esses soldados e militares leais ao poder.

Desde 28 de abril, a violência deixou inúmeros mortos e feridos.

Na quarta-feira, Austrália e Portugal (a antiga potência colonial) se ofereceram para enviar tropas a Timor Leste.

A Austrália decidiu enviar de 1.000 a 1.300 soldados para uma nova força internacional de intervenção, na qual também participarão a Nova Zelândia, Portugal e Malásia.

O Conselho de Segurança da ONU pediu que todas as partes dêem um fim à violência.

Os timorenses continuam traumatizados pelos abusos sofridos durante os 24 anos de ocupação pela Indonésia (1975-1999).

Em 1999, mais de 1.400 timorenses perderam a vida e quase 80% da infra-estrutura do território foram destruídas pelas milícias pró-indonésias, depois que uma imensa maioria votou no referendo pela independência.

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