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25/05/2006 - 19h17

Terremotos e erupções se multiplicam no cinturão de fogo do Pacífico

Por Frederic Garlan PARIS, 25 mai (AFP) - Terremotos e erupções vulcânicas se multiplicam no perímetro do Pacífico, alimentando os temores de que o cinturão de fogo às margens do oceano desperte. Mas cientistas minimizam a possibilidade de um efeito dominó numa área tão extensa.

Seis grandes terremotos foram registrados na região desde o começo do ano. A essa freqüente atividade sísmica se soma a erupção espetacular do vulcão Merapi, no coração da ilha de Java, que obrigou as autoridades da Indonésia a retirar do local dezenas de milhares de pessoas.

Os terremotos na área não são um fato isolado: os serviços geológicos americanos registram uma média de 19,4 sismos de mais de 7 graus na escala Richter desde o ano de 1900. "O perímetro do Oceano Pacífico é formado por zonas constantemente ativas, embora nem sempre se fale muito sobre isso, porque alguns dos terremotos acontecem em lugares pouco povoados", como no Extremo Oriente russo, explica Mustapha Meghraui, do Instituto de Geofísica de Estrasburgo, na França.

"Quase todos os sistemas de grandes falhas que conhecemos se comportam da mesma forma, um pouco como se fosse uma camisa abotoada. Quando a tensão atinge um certo ponto, um botão salta, e depois tudo acontece muito rapidamente, os outros botões começam a saltar", assinala Paul Tapponnier, especialista do Instituto de Geofísica de Paris. "Isso explica como uma falha pode permanecer sem variação durante séculos, e depois, em poucos anos ou em dezenas de anos, tudo começa."

No litoral do Pacífico, os sismólogos aguardam há décadas terremotos devastadores: no Chile, Alasca, Califórnia, Tóquio, Nova Zelândia ou na ilha indonésia de Sumatra (localizada ao sul do epicentro do terremoto de 26 de dezembro de 2004).

"Que a tensão se comunique de falha em falha, através de milhares de quilômetros, é mais difícil de conceber. Não é inimaginável no perímetro da mesma placa, mas a zona do Pacífico cobre várias placas", comenta Tapponnier, spara quem "não há exemplos claros" de um terremoto causado por outro a milhares de quilômetros de distância.

A península de Kamtchatka - onde a atividade sísmica é especialmente intensa há alguns meses, como mostram os seis tremores de mais de 6 graus registrados desde o fim de abril - faz parte da mesma placa tectônica que Alasca e Japão, este último um dos países mais povoados do mundo.

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