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04/06/2006 - 15h34

Olmert: Israel vai impedir catástrofe humanitária em Gaza

SHARM EL-SHEIK (Egito), 4 jun (AFP) - O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, afirmou neste domingo que Israel vai adotar "todas as medidas necessárias para impedir uma catástrofe humanitária na Faixa de Gaza".

Olmert falou sobre o assunto durante entrevista à imprensa junto com o presidente do Egito, Hosni Mubarak.

"Nós adotaremos todas as medidas para impedir qualquer tragédia", frisou Olmert.

Segundo o premier, Israel não "vai impor nenhum obstáculo para garantir a chegada de ajuda humanitária procedente do Egito".

Ehud Olmert também expressou neste domingo "profundo pesar" com o incidente ocorrido na fronteira com o Egito, no qual dois policiais egípcios morreram, vítimas de tiros disparados por soldados israelenses. "Em nome do Estado de Israel, expresso meu mais profundo pesar pelo incidente na fronteira, no qual morreram dois agentes de segurança egípcios na sexta-feira", afirmou Olmert.

Segundo a agência estatal egípcia Mena, os policiais morreram no lado egípcio da fronteira, enquanto o exército israelense afirma que haviam invadido quase 200 metros do território de Israel.

Olmert acrescentou que dará início a uma investigação sobre o assunto, com uma equipe mista.

Este foi o primeiro encontro de Olmert e Mubarak desde que o primeiro-ministro israelense assumiu o cargo, depois da vitória nas eleições legislativas de 28 de março.

Uma reunião de cúpula realizada em Sharm el-Sheikh (sobre o Mar Vermelho) teve a participação, em fevereiro de 2005, de Mubarak, do ex-premier israelense Ariel Sharon e do líder palestino Mahmud Abbas.

A Faixa de Gaza, a qual o premier israelense se disse disposto a proteger, é um pedaço de terra entrecortado por colônias judias e, com 1,3 milhão de habitantes, uma das regiões mais densamente povoadas do mundo.

Desde o começo da intifada, a revolta palestina, o exército israelense multiplicou as operações na Faixa de Gaza, reocupando por períodos variáveis zonas inteiras desse território, onde destruiu mais de mil moradias.

A Faixa de Gaza fez parte do Império Otomano até 1917 e da Palestina do mandato britânico até 1948, mas, depois da primeira guerra israelense-árabe de 1948-49, ficou sob administração egípcia.

Durante a campanha de Suez, em 1956, foi ocupada pelo exército israelense.

Nos acampamentos de refugiados palestinos da Faixa de Gaza surgiram nessa época os primeiros dirigentes do Fatah, o principal componente da Organização para a Libertação da Palestina (OLP).

Israel se retirou de Gaza em 1957 antes de ocupá-la novamente ao fim da guerra israelense-árabe de junho de 1967.

Depois do acordo de Wye Plantation (1998), Israel autorizou a abertura de um aeroporto internacional palestino em Rafah (sul), que foi fechado meses depois do início da Intifada e que atualmente está quase totalmente destruído, como muitas infra-estruturas da Autoridade Palestina.

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