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12/06/2006 - 19h51

Meditar faz bem ao coração, revela estudo

CHICAGO, EUA, 12 jun (AFP) - Já conhecida por baixar a pressão arterial, a meditação transcendental ajuda a tratar de outras doenças que podem provocar ataques cardíacos, de acordo com um estudo divulgado nesta segunda-feira nos Estados Unidos.

Um teste de 16 semanas em pacientes cardíacos concluiu que os que praticavam meditação tiveram melhoras significativas em sua pressão arterial e em seus níveis de glicose e insulina, assim como um funcionamento mais estável do sistema nervoso autônomo, em comparação aos que entraram para um programa de educação para a saúde.

"Estes efeitos fisiológicos foram conseguidos sem mudanças de peso corporal, de variáveis psicossociais ou medicamentos, e apesar de um significativo aumento da atividade física, marginal estatisticamente, no grupo de educação para a saúde", anunciou a principal autora do estudo, Maura Paul-Labrador, do Centro Médico Cedars-Sinai em Los Angeles.

O estudo foi publicado nos Anais de Medicina Interna do Journal of the American Medical Association (Jama).

A meditação transcendental deriva da antiga tradição védica indiana e é ensinada por meio de um protocolo padrão que envolve conferências, aulas particulares e reuniões de grupo. Durante os testes, os pacientes assistiram a conferências, sessões em grupo e individuais e aprenderam a praticar a técnica de relaxamento em casa.

O estudo mostrou que a meditação pode ser uma boa forma de prevenção e tratamento de doenças cardíacas, mas também ajudou a explicar o papel do estresse na crescente epidemia de sintomas que aumentam o risco cardíaco, concluíram os autores.

Esse grupo de sintomas, conhecido como síndrome metabólica, inclui hipertensão, obesidade abdominal, alto colesterol e resistência à insulina, que ocorre quando o organismo não é capaz de usar a insulina produzida pelo pâncreas para transformar o açúcar em energia.

"Embora os baixos níveis atuais de atividade física, os hábitos alimentares pouco saudáveis e a conseqüente obesidade sejam disparadores desta epidemia, as demandas da sociedade moderna também podem ser responsáveis pelos altos níveis de estresse crônico", escreveram os autores da pesquisa.

Este estresse causa a liberação de cortisona e outros hormônios e neurotransmissores, que terminam, com o tempo, danificando o sistema cardiovascular.

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