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16/06/2006 - 12h10

Fraturas de quadril triplicarão em todo o mundo em 2050

PARIS, 16 Jun (AFP) - As fraturas de quadril ou de cabeça do fêmur, causadas por osteoporose, triplicarão em todo o mundo até 2050, passando de 1,7 milhão para 6,3 milhões de casos, segundo um estudo que a revista médica britânica The Lancet publicará em sua edição de sábado.

Estas fraturas, favorecidas pela fragilidade óssea ou a osteoporose e o aumento das probabilidades de queda inerentes ao envelhecimendo, afetam sobretudo as mulheres.

Este número de 6,3 milhões (contra 1,7 milhão em 1990) corresponde a um índice estável deste tipo de fraturas, mas pode disparar até 8,2 milhões caso a incidência aumente simplesmente 1% ao ano, advertem os autores do estudo, o australiano Philip Sambrook e o britânico Cyrus Cooper.

Atualmente, em várias partes do mundo, as fraturas deste tipo parecem na verdade aumentar. Oitenta por cento são mulheres e 90% destas são maiores de 50 anos com um crescimento exponencial destas fraturas com a idade.

Cerca de 50% das mulheres e 20% dos homens maiores de 50 anos serão mais vulneráveis às fraturas provocadas pela perda de massa óssea e deterioração do esqueleto, segundo os autores do estudo.

Com o aumento constante da expectativa de vida e desde tipo de fraturas, também aumentará o peso econômico para os sistemas sanitários.

Em 1997, o custo anual direto e indireto de fraturas de quadris estimou-se em 131,5 bilhões de dólares, segundo um cálculo conservador.

Mais recentemente, o custo total das fraturas por osteoporose, foi calculado em 20 bilhões de dólares só nos Estados Unidos e em 30 bilhões na União Européia, segundo outro estudo publicado pela revista The Lancet em 2002.

A maioria das fraturas de quadril se deve a quedas, lembram os autores, razão pela qual a prevenção das mesmas parece, portanto, importante. Uma das formas mais eficazes é praticar exercício físico, em particular, caminhar.

"As fraturas de quadril são a conseqüência mais devastadora da osteoporose", lembram os autores, pois torna necessária a hospitalização e causa incapacidades sérias.

Entre as populações mais afetadas estão a escandinava e a americana, que correm sete vezes mais riscos de sofrer fratura de quadril que as sul-européias.

O risco desta fratura também é baixo entre a população latino-americana e a asiática, e menor entre as populações rurais do que entre as urbanas.

Mas a osteoporose, causada por uma deficiência de estrogênios no caso das mulheres na menopausa, bem como pelo envelhecimento, também pode causar fraturas de vértebras - que afetam praticamente da mesma forma homens e mulheres - e de punho, cuja incidência é maior entre as mulheres brancas.

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