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18/06/2006 - 14h50

Telegrama da embaixada americana em Bagdá descreve realidade sombria

WASHINGTON, 18 jun (AFP) - Os empregados iraquianos da embaixada americana em Bagdá estão tensos e se queixam das pressões islamitas, segundo um telegrama desta representação diplomática, publicado neste domingo pelo jornal "Washington Post".

O telegrama, com selo de "sensitive" (reservado), cita como exemplo dois empregados do serviço de imprensa da embaixada, na zona verde, um setor protegido da capital iraquiana.

"Embora nossos funcionários mantenham uma conduta profissional, as tensões são visíveis", destaca o telegrama.

Estes funcionários se preocupam com o risco de outros iraquianos, ou até mesmo seus familiares descobrirem que eles trabalham para os americanos. "De nove (funcionários) contratados em março, somente quatro informaram a suas famílias que estavam trabalhando para a embaixada", acrescenta o documento.

"Não podemos chamar os empregados no fim de semana ou nas férias sem arriscar a revelar o que fazem", disse.

Alguns empregados afirmam também que estão submetidos a pressões para que adotem a indumentária aconselhada pelos islamitas. Dizem que agora é perigoso para os homens vestir shorts, enquanto as mulheres são pressionadas a usar o véu.

O cunhado de um funcionário foi seqüestrado e depois libertado. Outro empregado abandonou o país depois de ter recebido uma ameaça indireta de morte. "Outro nos disse que a vida fora da zona verde se tornou muito estressante", relata o telegrama.

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