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26/06/2006 - 10h22

Os Comitês da Resistência Popular, um pequeno grupo radical palestino

GAZA, 26 jun (AFP) - Os Comitês da Resistência Popular, o grupo que nesta segunda-feira reivindicou a captura do soldado israelense, é um pequeno grupo armado radical composto por dissidentes de outros movimentos palestinos.

O grupo nasceu no início da segunda Intifada, em setembro de 2000, criado por Jamal Abu Samhadana, que era então tenente-coronel da Segurança Nacional palestina e foi um dos militantes mais procurados por Israel.

Samhadana foi assassinado em 8 de junho em um ataque aéreo israelense em Rafah, na Faixa de Gaza, onde vivia recluso.

No início, o grupo era formado, em grande parte, por membros das forças de segurança que seguiram Samhadana, mas o movimento, autor de vários ataques contra Israel, foi ampliado.

Membros dos movimentos islamitas do Hamas e da Jihad Islâmica e outros grupos nacionalistas, como a Frente Popular e Democrática de Libertação da Palestina (FPLP), se uniram aos Comitês, que agora estão divididos em várias correntes, que seguem mais ou menos as linhas ideológicas fixadas por sua direção.

O grupo se aproximou do Hamas, que venceu as eleições legislativas no final de janeiro, com a nomeação de seu chefe como "supervisor-geral" do ministério do Interior, no dia 20 de abril.

Abu Samhadana foi acusado por Israel por uma série de ataques contra colonos e militares antes da retirada israelense da Faixa de Gaza no ano passado, e por disparos de foguetes contra Israel.

Segundo o Estado hebreu, o dirigente também estava envolvido numa emboscada contra um comboio diplomático americano que provocou três mortos em 2003 na Faixa de Gaza.

Sua nomeação dentro do ministério do Interior, inclusive sem ficar claro se exerceria realmente o cargo, foi denunciada por Washington. Israel, que tentou assassiná-lo em duas ocasiões, prometeu eliminá-lo nesse momento.

Depois da morte de Samhadana, cujo retrato está presente em várias ruas de Gaza, um porta-voz do grupo, Abu Muyahid, anunciou a nomeação de "um novo comandante-geral, cuja identidade será mantida em segredo".

Os Comitês da Resistência Popular reivindicaram junto às Brigadas Ezzedin Al-Qassam, a facção armada do Hamas, e um grupo desconhecido, o "Exército do Islã", o ataque de domingo contra um posto militar no sul de Israel, perto da Faixa de Gaza, onde morreram dois soldados israelenses e dois combatentes palestinos.

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