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03/07/2006 - 14h35

Seqüestradores palestinos dão ultimato a Israel

GAZA, 3 jul (AFP) - Os grupos armados palestinos que mantêm um soldado israelense como refém lançaram um ultimato nesta segunda-feira de menos de 24 horas pedindo a libertação de prisioneiros, mas receberam imediatamente uma resposta negativa do Estado hebreu. "Diante da insistência do inimigo sionista em dar prosseguimento às medidas militares e à agressão, nós lhe daremos um prazo com vencimento na terça-feira 4 de julho às 06H00 (03H00 de Brasília)", afirmaram as Brigadas Ezzedine Al-Qassam (braço armado do Hamas), os Comitês da resistência popular e o Exército do Islamismo.

"Se o inimigo não atender a nossos pedidos do comunicado anterior, nós vamos considerar o caso encerrado e o inimigo será o responsável de tudo", acrescentaram.

Os grupos não deram maiores detalhes sobre o destino de Gilad Shalit a partir desta terça-feira. "Acredito que o texto é suficientemente claro", declarou Abu Mujahid, porta-voz dos Comitês.

Concretamente, os três grupos armados reclamam a libertação de mulheres e meninos palestinos que estão em prisões israelenses, em troca de informações sobre o soldado, e a libertação de mil presos palestinos e árabes, entre eles vários grupos radicais.

O chefe do Estado-Maior israelense, general Dan Halutz, por sua vez, rejeitou o ultimato de 24 horas dado a Israel.

"Não cederemos a nenhuma chantagem ou qualquer ultimato dado por qualquer organização terrorista, neste caso o Hamas", declarou Halutz depois de se reunir com os pais de Gilad Shalit, seqüestrado em 25 de junho passado.

O governo palestino, controlado pelo Hamas, por sua vez, pediu aos grupos radicais que mantêm o soldado israelense como refém há uma semana que não o executem.

"O governo dirige um pedido aos movimentos da resistência para que o soldado permaneça com vida e seja bem tratado", declarou à AFP o ministro da Informação, Yussef Rizqa.

"Pelo bem do povo palestino, o soldado deve permanecer vivo", acrescentou, pedindo uma solução diplomática e política para esta crise.

Pouco depois, o primeiro-ministro israelense Ehud Olmert deu sua aprovação para que prossiga a operação militar na Faixa de Gaza. Soldados e blindados operam no norte da região à procura de túneis, esconderijos de armas e pontos de lançamento de foguetes contra o sul de Israel.

Um ativista palestino morreu nesta segunda-feira num ataque aéreo israelense em Beit Hanun, no norte da Faixa de Gaza. O jornalista da AFP no local viu o corpo destroçado do ativista Abdel Rahim Dorraj, de 25 anos de idade.

Segundo um porta-voz militar, uma patrulha identificou dois atacantes palestinos e disparou, atingindo um deles.

Até agora a ação militar em Gaza se limitou aos bombardeios das precárias infra-estruturas palestinas e alguns prédios públicos, pertencentes principalmente ao Hamas.

Do outro lado, combatentes de diversos grupos radicais, mascarados e armados, se preparam para fazer frente ao "inimigo", enterrando minas e tomando posições em trincheiras.

Por fim, cerca de 200 palestinos saíram às ruas de Gaza nesta para pedir a libertação de seus familiares presos em Israel em troca do soldado.

"Libertem os prisioneiros", pediam os manifestantes exibindo retratos de seus parentes diante da representação egípcia em Gaza.

"A comunidade internacional deve intervir e pressionar Israel para pedir a libertação de nossos presos em troca do soldado capturado", indica um comunicado distribuído durante a manifestação.

O Egito atua como mediador nesta crise para tentar obter a libertação de Gilad Shavit.

No entanto, o porta-voz dos Comitês da Resistências Popular, um dos três grupos armados que reivindicaram o seqüestro do soldado, indicou que as negociações com os mediadores egípcios e com os responsáveis da presidência da Autoridade Palestina estão em ponto morto devido à negativa de Israel de ceder ante as exigências dos captores.

"As negociações estão suspensas e a mediação também", declarou o porta-voz, Abu Mujahid.

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