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05/07/2006 - 12h50

Polêmica sobre interrogatórios de presos franceses em Guantánamo

PARIS, 5 jul (AFP) - Seis franceses, atualmente julgados em Paris depois de permanecer vários meses detidos em Guantánamo, foram interrogados fora de qualquer procedimento legal, por investigadores franceses na base americana em Cuba, afirmaram nesta quarta-feira seus advogados e um jornal francês.

Os advogados dos presos, que estão sendo julgados por associação delituosa em relação a uma ação terrorista, apresentaram esta argumentação ante o Tribunal Correcional para demonstrar que todo o procedimento está marcado pela ilegalidade.

A defesa indicou, além disso, que apresentaram um recurso de anulação do processo ante o Tribunal Europeu de Direitos Humanos e pediram o adiamento do processo.

Os acusados reconheceram terem estado no Afeganistão e terem sido treinados nos campos sob controle de Osama bin Laden, mas negaram ter integrado uma rede terrorista ou cometido atentados na Europa.

O jornal de esquerda Liberation reproduziu um telegrama diplomático enviado pela embaixada da França em Washington ao ministério de Assuntos Exteriores em Paris, que confirma que uma missão de funcionários e membros dos serviços secretos franceses interrogou os seis acusados em março de 2002.

Esses interrogatórios não figuram no processo.

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