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11/07/2006 - 00h29

Mísseis: Seul condena "natureza expansionista" do Japão

SEUL, 11 jul (AFP) - A Coréia do Sul condenou nesta terça-feira a posição do Japão, aparentemente partidário de bombardeios preventivos em caso de ameaça nuclear direta de Pyongyang, julgando que ela revela sua "natureza expansionista".

"O fato de que membros do governo japonês tenham evocado a possibilidade de bombardeios preventivos e do uso da força militar contra a península coreana evidencia uma evolução preocupante", declarou Jung Tae-Ho, porta-voz do presidente Roh Moo-Hyun.

"Devemos manter nossa vigilância, já que isso põe em evidência a natureza expansionista do Japão", completou, em nota, ao fim de uma reunião de gabinete da presidência.

Partidário de uma linha-dura diante do regime comunista de Pyongyang, o governo japonês deu a entender que tem o direito de atacar a Coréia do Norte em caso de ameaça nuclear direta, mesmo que a Constituição pacifista japonesa impeça o uso da força militar.

O ministro japonês de Relações Exteriores, Taro Aso, estimou que o direito de atacar primeiro pode ser justificado constitucionalmente diante "das circunstâncias atuais a fim de garantir a segurança da população".

A Coréia do Norte realizou em 4 de julho passado seis testes com mísseis de curto e médio alcance, e lançou um míssil intercontinental de longo alcance Taepodong-2, que caiu no Mar do Japão, ao largo das costas japonesa e russa.

As relações diplomáticas entre Tóquio e Seul são marcadas pela disputa territorial envolvendo uma série de ilhas no Mar do Japão e por um rancor histórico, já que a Coréia acusa o Japão de não ter se arrependido o suficiente pelos crimes cometidos por seu Exército durante a ocupação da península coreana, entre 1910 e 1945.

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