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01/08/2006 - 11h46

As grandes datas do regime e da vida de Fidel Castro

HAVANA, 1º ago (AFP) - Estas são as principais datas que marcaram a vida do presidente cubano Fidel Castro:

12/08/26: Fidel Alejandro Castro Ruz nasce em Birán, no Leste de Cuba. Filho de imigrante espanhol e de uma camponesa cubana, é o terceiro filho de uma família de sete filhos. Cursou escola primária religiosa e, mais tarde, o colégio jesuíta de Santiago de Cuba e de Havana.

1945: Fidel entra para a faculdade de Direito da Universidade de Havana. Militante ativo da Federação Estudantil Universitária.

1947: Fidel participa da expedição lançada contra o ditador Rafael Leónidas Trujillo, na República Dominicana. A ação fracassa, mas Fidel consegue escapar.

1948: Em visita à Bolívia, participa de violentas manifestações provocadas pelo assassinato do líder populista Jorge Eliecer Gaitán. Entra para o Partido do Povo de Cuba (PCC, ortodoxo) que milita principalmente contra a corrupção governamental. Casa-se com Mirtha Díaz-Balart, mãe de Fidelito, único filho de Fidel conhecido publicamente.

1952: Protesta contra o golpe de Estado de Fulgencio Batista apoiado pelos Estados Unidos. A ditadura estabelecida pela presidência de Batista foi marcada pela violência e pela repressão.

1953: Em 26 de julho, Fidel lança o ataque ao quartel Moncada, em Santiago de Cuba, segundo maior depósito de armas do regime de Batista. A operação foi um fracasso. Preso oito dias mais tarde, é condenado a 15 anos de prisão ao fim de um processo em que foi responsável pela própria defesa, conhecida como "A Historia me Absolverá". 1955: Fidel é anistiado. Funda o Movimento Revolucionário 26 de julho (data do ataque a Moncada) Em julho, parte para o exílio no México, onde conhece o médico e amigo Ernesto Che Guevara.

1956: Em 2 de dezembro, desembarca no iate Granma, em Cuba com outros 81 homens. A expedição teve de enfrentar as tropas do governo em Alegria del Pio, nas proximidades de Sierra Maestra. Apenas 16 pessoas sobreviveram, entre elas Fidel, seu irmão Raul e Che Guevara. Finalmente, conseguem entrar em Sierra Maestra, onde iniciam o movimento guerrilheiro contra o regime que durou 25 anos.

1959: Vitória da guerrilha castrista em 1º de janeiro com a fuga de Batista. Fidel é nomeado comandante-em-chefe das Forças Armadas, mas exerce ao mesmo tempo o cargo de primeiro-ministro. A Reforma Agrária de maio desse ano ataca os latifundiários; fixa uma indenização aos proprietários antigos; cria o Instituto Nacional de Reforma Agrária, encarregado por melhorar a agricultura e redistribuir as terras confiscadas... Quase 90% das terras estavam nas mãos de proprietários americanos. Mais tarde, confisca também dos Estados Unidos as indústrias que haviam se instalado em Cuba.

1960: Fidel pronuncia pela primeira vez a frase "Pátria ou Morte". Restabelecimento das relações com a URSS: uma aliança estratégica que durou até 1991, até o fim da União Soviética.

1961: Os Estados Unidos rompem as relações diplomáticas com Cuba

1965: O até então Partido Unido da Revolução Socialista (PURS) passa a ser o Partido Comunista de Cuba. Fidel é eleito primeiro secretário.

1967: Em 9 de outubro: Ernesto Che Guevara, amigo e companheiro de Fidel, morre na selva boliviana.

1968: Em janeiro, denúncia de uma corrente pró-soviética no seio do PCC oposta à linha cubana (35 apparatchiks são condenados).

1975: Em novembro, Cuba participa abertamente da guerra da Angola.

1976: Em dezembro, Fidel é eleito presidente do Conselho de Estado, órgão supremo do executivo.

1979: Em setembro, Fidel é eleito presidente do Movimento de Países Não Alinhados na VI Cúpula de Havana. 1980: Em maio, no Porto de Mariel, mais de 120 mil cubanos (os Marielitos), autorizados a abandonar Cuba, partem para os Estados Unidos.

1985: Fidel Castro designa seu irmão como sucessor. Abandona o hábito de fumar. Até então, sua imagem era vinculada a uma pessoa barbuda, sempre de uniforme verde-oliva e com charuto na mão.

1988: Fidel Castro começa a se distanciar da URSS de Mikhail Gorbachov e critica severamente a Perestroika. Em 22 de dezembro, assina o tratado sobre a África meridional, em Nova York. O acordo contempla um calendário de retirada dos 50 mil soldados cubanos que ainda estavam em Angola.

1989: Surge o lema "Marxismo-leninismo ou morte". A partir dessa data, todos os discursos oficiais de Fidel se encerravam com a idéia de 'Socialismo ou Morte", seguida da já conhecida "Pátria ou morte, venceremos". Em 13 de julho, a execução de quatro militares de alta patente, principalmente a do general Arnaldo Ochoa, herói das guerras da Etiópia e Angola, escandaliza o Exército e o povo cubano.

1990: "Período especial em tempo de paz": regime de economia de guerra destinado a enfrentar o fim da ajuda soviética que a ilha recebia. Em fevereiro, Fidel põe fim ao multipartidarismo.

1991: Em abril, retirada do contingente militar cubano estacionado no Congo desde 1977. Em setembro, Fidel anuncia que jamais se aposentará da política. Em novembro, declara que "Cuba não está a venda", mas está disposta a acolher os investimentos estrangeiros.

1992: Ofensiva diplomática para romper com o isolamento do país que se depara com uma profunda recessão econômica provocada pelo desaparecimento da URSS. Em julho, a Assembléia Nacional (Parlamento, unicameral) legaliza a criação de empresas mistas com investimentos estrangeiros e prevê a eleição de deputados por sufrágio universal. Ao mesmo tempo, a lei concede mais poderes ao chefe de Estado, que, a partir de então, pode decretar Estado de Emergência. Primeira visita oficial de Fidel a um país da Europa Ocidental para a II Cúpula Ibero-Americana, realizada em Madri. 1993: Para Fidel, "o ano mais difícil da Revolução", quando ele promulga no dia de seu aniversário a legalização da posse de dólares em Cuba. Assim, ele confirma um processo de reformas econômicas bem controladas: "são concessões que temos de fazer, mas para salvar o socialismo", justifica. Em 24 de fevereiro são realizadas as eleições legislativas nas províncias e 92,97% dos eleitores votam em candidatos únicos. Em 3 de julho, militares russos que estavam na ilha desde 1963 voltam para casa com suas famílias. Em 23 de dezembro, assinatura do acordo econômico russo-cubano. 1994: Giro pela África Meridional. Fidel assiste à posse de Nélson Mandela. Em 14 de junho, Fidel faz sua primeira aparição em público sem o uniforme verde-oliva na IV Cúpula Ibero-americana de Cartagena, na Colômbia. Em julho, milhares de cubanos embarcam em transportes precários rumo à Flórida para escapar de um país mergulhado em uma enorme crise econômica. Pela primeira vez na história do regime, centenas de manifestantes enfrentam policiais em Havana. Candidatos à emigração desviam embarcações. Fidel decide que não vai proteger as fronteiras de Cuba com os Estados Unidos e, assim, abre as "comportas para saiam os cubanos que quiserem". O fluxo em massa de emigrantes (29 mil, no total) obriga Washington a renunciar à sua política de acolher os cubanos que praticava há 30 anos.

- Setembro: Havana e Washington chegam a um acordo sobre migração: os Estados Unidos repatriariam todos os cubanos ilegais em seu território com a condição de que Cuba não os punissem. Em troca, Washington concorda em conceder 20 mil vistos por ano aos cubanos que quiserem deixar seu país.

1995: Em março, pela primeira vez desde 1959, Fidel se apresenta em público de terno e gravata para uma cúpula organizada pelas Nações Unidas na Dinamarca. É recebido, depois, pelo presidente francês François Miterrand com todas as honras de um chefe de Estado.

1996 - Em 24 de fevereiro, Washington acusa os caças cubanos de atacar em espaço aéreo internacional dois monomotores civis fretados por organizações anticastristas. Em 12 de março, o presidente americano Bill Clinton assina a lei Helms-Burton que reforça o embargo comercial contra Cuba, medida que já havia sido fortalecida pela Lei Torricelli em 1992. Em 19 de novembro de 96, Fidel faz sua primeira visita ao Vaticano e conversa com o Papa João Paulo II. O líder cubano convida o Papa a visitar Cuba.

1997: Em julho, os restos mortais de Che Guevara são encontrados na Bolívia e levados a Cuba. Em agosto, autoridades cubanas desmentem boatos que surgiram em Miami sobre a internação e morte de Fidel. Em outubro, o V Congresso do PCC elege Fidel para o cargo de primeiro secretário e ele nomeia seu irmão Raul como sucessor. Em dezembro, em homenagem à visita do Papa João Paulo (21 a 25 de janeiro de 1998), Fidel anuncia que o 25 de dezembro será feriado em Cuba, três décadas depois do Natal ter sido excluído do calendário oficial cubano.

1998: Recebe o Papa João Paulo II em visita história a Cuba (21 a 26 de janeiro).

1999: Recebe Hugo Chávez em sua primeira visita como presidente (17 janeiro). Preside a Cúpula Ibero-Americana em Havana (15-16 novembro). Mobiliza Cuba pela volta do menino náufrago Elián González, disputado com a Flórida e devolvido à ilha sete meses depois (novembro).

2001: Sofre um desmaio em um ato público em Havana (23 de junho).

2002: Recebe o ex-presidente americano Jimmy Carter.

2003: Ordena a detenção de 75 opositores (18-20 março). Execução de três seqüestradores de uma embarcação (11 de abril). 2004: Fratura o joelho esquerdo e braço direito ao cair depois de um discurso em Santa Clara (20 de outubro). Tira o dólar de circulação (8 de novembro). 2005: Sela aliança com Chávez com acordos da Alba (29 de abril).

2006: Evo Morales se soma à união de Fidel e Chávez (29 de abril). Anuncia que sofreu uma crise de saúde e delega o poder a seu irmão Raúl Castro (31 de julho).

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