UOL Notícias Notícias
 

09/08/2006 - 09h03

Primárias democratas punem senador por apoio à guerra

WASHINGTON, 9 ago (AFP) - O influente senador democrata e ex-candidato a vice-presidente Joseph Lieberman se tornou a primeira vítima eleitoral do Iraque, ao perder as eleições primárias ao Senado pelo estado de Connecticut por seu apoio à guerra.

Com 99,6% dos votos apurados nos distritos eleitorais, o quase desconhecido empresário Ned Lamont venceu as primárias de Connecticut com 52%, contra 48% de Lieberman, segundo o jornal Hartford Courant.

O apoio aberto de Lieberman à guerra iniciada pelo governo americano no Iraque se transformou no tema dominante da eleição, considerada um termômetro do que pode acontecer nas eleições legislativas de novembro.

Lieberman, que concorreu na chapa do então vice-presidente Al Gore nas presidenciais de 2000, vencidas pelo atual presidente George W. Bush, aceitou a derrota, mas anunciou que concorrerá como candidato independente em novembro.

"Pelo bem de nosso estado, nosso país e meu partido, não posso deixar, nem deixarei, que este resultado fique assim", disse Lieberman, segundo declarações reproduzidas pelo Hartford Courant.

"Continuarei a oferecer um caminho a Connecticut", acrescentou.

Depois de três anos de apoio à guerra, que é bastante impopular entre os eleitores de Connecticut, Lieberman, de 64 anos, pode ver o final de sua carreira política, depois de três mandatos consecutivos no Senado.

Lieberman foi muito atacado depois que criticou os companheiros democratas pela falta de respaldo à política de Bush para a guerra no Iraque.

"Minamos a credibilidade do presidente (Bush) e colocamos nossa nação em perigo", disse Lieberman no ano passado ao comentar as críticas à guerra dentro do Partido Democrata.

Com sua difícil posição, alinhada ao governo Bush, e muito impopular entre os progressistas eleitores de Connecticut, Lieberman acredita que se tornou bode expiatório dos democratas.

Lamont, de 52 anos, é um empresário que tem um patrimônio avaliado em 100 milhões de dólares. Passou a campanha criticando Lieberman por ter apoiado Bush e por tomar com facilidade posições contrárias às do partido.

"A guerra no Iraque é um tema decisivo. Diz muito do tipo de país que somos, quais são nossas prioridades fiscais", disse Lamont à rede de televisão ABC no domingo.

Os analistas consideram que as primárias democratas de terça-feira em Connecticut deram o tom das eleições parlamentares de novembro, que poderiam ter o Iraque como tema predominante.

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    16h59

    -1,03
    3,146
    Outras moedas
  • Bovespa

    17h20

    1,09
    68.714,66
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host