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14/08/2006 - 22h45

Visita de Koizumi a santuário de Yasukuni reativa polêmica

=(FOTO)=TÓQUIO, 15 ago (AFP) - O primeiro-ministro japonês, Junichiro Koizumi, visitou nesta terça-feira o santuário patriótico de Yasukuni, em Tóquio, reativando a polêmica com os países vizinhos invadidos no passado pelo Japão.

Sob um chuva fina, Koizumi chegou ao Yasukuni por volta das 07h45 local (19h45 Brasília de segunda-feira) e foi acompanhado por um sacerdote do xintoísmo, a religião oficial do Japão até 1945.

Após rezar por cerca de dez minutos, Koizumi abandonou o local, sob o olhar de dezenas de militantes de extrema direita, alguns com uniformes paramilitares e carregando a bandeira japonesa.

O polêmico santuário honra as almas dos 2,5 milhões de japoneses mortos lutando pela pátria, incluindo 14 criminosos de guerra condenados após 1945.

Para a China e outros países que combateram o Japão em diversos conflitos, Yasukuni é um símbolo do militarismo e dos crimes de guerra praticados pelos japoneses.

Esta é a primeira vez, em mais de 20 anos, que um primeiro-ministro japonês em exercício visita Yasukuni no 15 de Agosto, data que marca a rendição do Japão na II Guerra Mundial. O último premier do Japão a fazer o mesmo foi Yasuhiro Nakasone.

A China fez um vigoroso protesto contra a visita do primeiro-ministro japonês, algo que "desafia a justiça internacional e pisa na consciência da humanidade", em um comunicado do ministério chinês das Relações Exteriores.

Pequim tinha pedido na sexta-feira passada que Koizumi evitasse visitar o Yasukuni: "Esperamos que o dirigente japonês adote uma atitude altamente responsável em relação à história, aos povos e ao futuro, corrigindo os erros do passado e adotando uma boa posição".

A Coréia do Sul também condenou a visita, expressando hoje sua "profunda decepção e incômodo" pela peregrinação de Koizumi ao Yasukuni, segundo comunicado do ministério sul-coreano das Relações Exteriores.

Desde que chegou ao poder, em abril de 2001, Koizumi visitou o santuário todos os anos, sempre provocando protestos da China e das duas Coréias, vítimas do militarismo japonês.

Durante a campanha eleitoral de 2001, Koizumi prometeu visitar o Yasukuni no 15 de Agosto, data que reúne no santuário os ex-combatentes e militantes socialistas.

No ano passado, Koizumi visitou o santuário em 17 de outubro.

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