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18/09/2006 - 10h13

Vitória da centro-direita na Suécia anuncia uma época de reformas

Por Pia Ohlin=(FOTOS)= ESTOCOLMO, 18 set (AFP) - O próximo primeiro-ministro da Suécia, Fredrik Reinfeldt, se dedicava nesta segunda-feira a formar seu governo de centro-direita, depois da histórica vitória sobre o social-democrata Goeran Persson, considerado pelos analistas o principal responsável pela derrota da esquerda.

Reinfeldt, 41 anos, quase desconhecido na Suécia há três anos e sem experiência governamental, conseguiu derrotar os social-democratas unificando uma direita dividida.

O futuro chefe de Governo prometeu melhorar "o modelo sueco" sem destruí-lo. Seu principal objetivo é gerar empregos combatendo os abusos do sistema e diminuindo a pressão fiscal.

"Na Suécia há tradicionalmente uma estreita colaboração entre os governos social-democratas e as empresas de alcance internacional. O governo de centro-direita deverá se dedicar mais às empresas pequenas e médias", considerou Henrik Brors, um articulista político do importante jornal Dagens Nyheter.

A segunda parte das reformas está ligada às privatizações e à supressão de alguns monopólios do Estado.

"Eles prometeram defender o sistema de proteção social e tudo o que depende do mesmo: os subsídios às escolas, à saúde, a ajuda às crianças e aos idosos", acrescentou Brors.

Reinfeldt deverá mostrar rapidamente autoridade e habilidade para formar um governo que reflita os diversos componentes de sua maioria, integrada por quatro partidos, e que disporá apenas de uma maioria relativa no Parlamento.

O próximo primeiro-ministro assumirá o cargo no dia 5 de outubro, depois de uma votação no Parlamento que deverá ser uma simples formalidade. Persson deve anunciar sua renúncia nesta segunda-feira, mas continuará tratando das questões em curso até a posse de Reinfeldt.

"O próximo teste será a formação do governo. Se Reinfeldt quiser partir em boa posição deverá se mostrar generoso com seus sócios da coalizão no momento de distribuir os cargos ministeriais", acrescentou este diário.

Nenhum líder dos quatro partidos da Aliança - o Partido dos Moderados, de Centro, dos Liberais e dos Demecrata-Cristãos - tem a experiência de ter exercido o poder. A direita não ocupava o governo há 12 anos.

A Aliança terá uma pequena maioria no Parlamento, com 178 deputados, contra 171 para a esquerda (social-democratas, verdes e ex-comunistas).

No entanto, Goeran Persson, 57 anos, pode ter como consolo a certeza de que seu partido continuará sendo o mais importante do país, com 130 cadeiras no Parlamento, embora tenha obtido 35,3% dos votos, um dos resultados mais baixos de sua história.

Os analistas acusaram o atual chefe de Governo pela derrota. Uma parte dos eleitores tradicionais da social-democracia queria a mudança e se sentiu incomodada com sua imagem de homem autoritário.

Sua rejeição em criar uma frente unida com os outros partidos de esquerda também explica seu fracasso, segundo os observadores.

"Persson era dominante demais dentro do governo e personificava o que a centro-direita quis mostrar durante esta campanha: que nossa democracia poderá se beneficiar de uma alternância", ressaltou o jornal mais importante da Suécia, o Dagens Nyheter.

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