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28/09/2006 - 16h23

Otan estende operações no Afeganistão para encarar o desafio talibã

Por Pascal MalletPORTOROZ, Eslovênia, 28 set (AFP) - Para marcar sua determinação, a Otan, que enfrenta no Afeganistão uma intensa resistência talibã, decidiu nesta quinta-feira estender suas operações à parte leste do país, onde ela ainda não atuava, anunciou seu porta-voz James Appathurai.

A medida, que será efetiva nas próximas semanas, foi decidida no primeiro dia de uma reunião dos ministros da Defesa dos 26 países membros da organização em Portoroz (sul da Eslovênia), que deve se terminar na sexta-feira.

A Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf), que dirige a Aliança Atlântica, exercerá então um controle sobre a totalidade do país.

Desde 2003, em três etapas, a Isaf havia assumido a segurança em Cabul e no norte, depois no oeste, e por fim, em julho passado, no sul, a área mais sensível, na fronteira com o Paquistão e onde os talibãs estão muito ativos.

Até agora, somente as tropas da coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos, eram ativas na região leste.

Com esta medida, cerca de 12.000 soldados americanos ficarão sob o comando da Isaf.

O secretário-geral da Otan, Jaap de Hoop Scheffer, expressou a "gratidão" da Aliança aos Estados Unidos.

Muitos países aliados já participam de outras operações no Líbano, em Kosovo, na Bósnia, no Iraque ou na República Democrática do Congo.

A Polônia anunciou o envio mais rápido que o previsto de 1.000 homens ao Afeganistão, em resposta ao pedido de "cerca de 2.000" soldados apresentado no início deste mês pelo comandante-chefe da Otan, o general James Jones.

O Canadá prometeu recentemente 200 homens suplementares, e a Romênia 190.

O ministro búlgaro da Defesa anunciou nesta quinta-feira a seus colegas que seu país enviará 150 soldados ao Afeganistão, segundo um diplomata.

A Isaf conta hoje com 20.115 militares, procedentes de 37 países.

A operação lançada pela Otan em 2003 no Afeganistão é a maior de sua história.

Diante dos ministros, o general Jones insistiu na "necessidade de diminuir as numerosas restrições impostas às suas tropas em combates travados por motivos políticos por vários países", declarou outro diplomata à AFP.

O secretário americano da Defesa, Donald Rumsfeld, qualificou diante da imprensa de "inaceitável" para o comando militar a situação provocada por essas limitações.

O general Jones confirmou que o nível de insegurança no sul do Afeganistão era "elevado", mas avisou que essa situação poderia se estender ao oeste do país por causa da crescente influência dos talibãs, da droga e da corrupção de funcionários, segundo a mesma fonte.

Três militares italianos foram feridos quarta-feira em um atentado em Herat, no oeste do país.

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