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06/10/2006 - 15h24

Papa pede aos teólogos que debatem o limbo para resistir à "ditadura das

opiniões" CIDADE DO VATICANO, 6 out (AFP) - O Papa Bento XVI pediu nesta sexta-feira aos teólogos católicos que resistam à "ditadura das opiniões" durante a missa de encerramento da reunião anual da comissão teológica internacional realizada nesta semana, no Vaticano, para discutir a polêmica questão da existência do limbo.

"Falar para obter aplausos, falar o que os homens querem ouvir, falar segundo os desejos da ditadura das opiniões comuns é considrado uma espécie de prostituição das palavras e da alma", afirmou o Papa em sua homilia, convidando os teólogos a fazer um exame de consciência permanente para saber se expressam a vontade de Deus.

A comissão teológica prosseguiu nesta semana seus debates sobre o limbo, o lugar para onde, segundo a doutrina católica, devem ir as almas das crianças que morrem antes de serem batizadas.

A existência do limbo, no entanto, foi colocada em dúvida por inúmeros teólogos cristãos.

A reunião da comissão teólogica internacional concluiu na sexta-feira com a missa presidida pelo Papa Bento XVI, que assistiu durante anos a assembléia como prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé.

Em 1984, o cardeal Joseph Ratzinger apoiou, "a título pessoal", que fosse abandonada a hipótese da existência do limbo.

Mas agora que foi eleito Papa será mais difícil que se pronuncie sobre um tema tão delicado.

Na teologia católica, o limbo descreve o estado temporário das almas das pessoas boas que morreram antes da ressurreição de Jesus, e o estado permanente dos não-batizados que morrem muito pequenos sem terem cometido qualquer pecado, mas não estão isentos do pecado original.

A existência do limbo foi sugerida pelo teólogo São Agostinho, que morreu no ano 430.

Os ensinamentos da Igreja dizem que, quando uma alma não merece ir para o Inferno, mas tampouco pode seguir o caminho revelado por Deus até o Céu, seu destino é desconhecido para nós.

O significado de limbo é "fronteira". Apesar de popularmente entendido como lugar para onde vão as almas, do ponto de vista teológico o conceito não está completamente definido.

Na realidade, o limbo não faz parte da doutrina oficial da Igreja católica, como acontece com o Purgatório.

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