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08/10/2006 - 12h43

Ministro Furlan diz a argentinos que Lula e Alckmin apóiam Mercosul

BUENOS AIRES, 8 Out (AFP) - O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, assegurou que o Mercosul é um "projeto estratégico" que "não sofrerá nenhum percalço" se houver uma mudança de governo em seu país, em declarações à imprensa de Buenos Aires.

"Não creio que o Mercosul vai sofrer algum percalço", respondeu Furlan ao ser consultado sobre uma eventual mudança na política brasileira com respeito ao bloco caso o presidente Luiz Inácio Lula da Silva perca as eleições para Geraldo Alckmin em 29 de outubrp.

Furlan destacou que os dois candidatos são de São Paulo, o estado que é o maior sócio comercial da Argentina e que por isso o Mercosul não deverá sofrer qualquer problema.

"O Mercosul é um projeto estratégico que já passou por cinco presidentes brasileiros. Do lado argentino, passaram ainda mais. E o projeto segue de vento em popa", disse em entrevista ao jornal Clarín.

Furlan garantiu que é "muito rentável" produzir na Argentina e vender no Brasil e destacou o crescimento de 20,8% do comércio bilateral entre janeiro e agosto com respeito a 2005.

Furlan deve chegar neste domingo junto com uma delegação de empresários a Buenos Aires para se reunir com distintas autoridades, entre elas o ministro de Planejamento, Julio De Vido.

"As empresas brasileiras começam a olhar as assimetrias entre os dois países e ver que é economicamente muito rentável produzir na Argentina para vender no Brasil", afirmou.

Acrescentou que uma empresa com a opção de fazer um novo investimento em qualquer dos dois países tem que levar em conta essa rentabilidade, além dos custos dos insumos que entram na produção: "Hoje, o Brasil tem tarifas mais caras que a Argentina, além de uma carga tributária muito superior", disse.

Furlan disse que o Brasil terá um crescimento de 5% este ano, o que visualiza como uma oportunidade "fantástica" para a Argentina e esclareceu que "não existe a possibilidade" de uma desvalorização do real.

Com relação ao encontro que terá com De Vido, Furlan disse que primeiro quer escutar as necessidades da Argentina e antecipou a vontade do Brasil de colaborar na área de energia.

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