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11/10/2006 - 15h46

García consideraria "hostil" construção de bases militares pela Bolívia

LIMA, 11 out (AFP) - A anunciada construção de bases militares por parte da Bolívia em sua fronteira com o Peru seria um ato "hostil" que "ofende e incomoda", disse nesta quarta-feira o presidente peruano, Alan García, considerando "grave" o fato de a Venezuela respaldar essa iniciativa boliviana.

O presidente disse que isso seria "uma mudança de situação, uma mostra de desconfiança e, por conseguinte, um fato hostil" em relação ao Peru, país que - acrescentou - tem proximidade histórica com a Bolívia.

Ao chegar de Washington, onde se reuniu na véspera com George W. Bush, García sublinhou que "da Venezuela podemos esperar qualquer coisa nas atuais circunstâncias", disse, referindo-se à aliança militar assinada com a Bolívia e que prevê a instalação de bases nas fronteiras bolivianas com financiamento de Caracas.

"Não vamos responder de maneira militar, mas pelo menos podemos dizer 'senhores isto nos ofende, nos incomoda", sublinhou ao esclarecer que não tem certeza de que as bases militares estejam sendo construídas, "mas entendemos que há um propósito".

"Nós nos sentimos próximos da Bolívia, somos amigos históricos da Bolívia, mas de repente ficamos sabendo do estabelecimento de doze bases militares, algumas delas na fronteira com o Peru. Isto é uma mudança", acrescentou.

García lembrou que a anunciada construção "é uma hipótese, uma conjectura não provada, mas que poderia ter o propósito de instalar bases militares na fronteira com o Peru".

O tema é grave, destacou, porque faz parte de um acordo militar estratégico com a Venezuela, "o que complica a situação".

"Nós nos perguntamos o que um terceiro país tem a ver com o estabelecimento de bases entre dois países que sempre foram amigos e irmãos", afirmou o presidente.

"É grave quando se passa dos insultos e das frases que não dão em nada para o estabelecimento de bases militares em outros países", destacou. O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e García, mantiveram uma discussão eivada de insultos durante a campanha eleitoral. Chávez apoiou abertamente o candidato nacionalista Ollanta Humala, derrotado por García. Desde então, as relações peruano-venezuelanas são distantes. Depois da retirada mútua dos embaixadores, as embaixadas estão nas mãos de representantes de negócios.

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