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02/11/2006 - 19h54

Exército israelense mantém ofensiva em Gaza e mata sete palestinos

BEIT HANUN, Faixa de Gaza, 2 Nov (AFP) - Soldados israelenses mataram nesta quinta-feira sete palestinos em Beit Hanun, no norte da Faixa de Gaza, elevando a 15 o número de mortos desde o lançamento de sua operação militar no amanhecer de quarta-feira, informaram fontes médicas.

O presidente palestino, Mahmud Abbas, pediu aos Estados Unidos que intervenham para que cesse a ofensiva israelense, uma das mais importantes na Faixa de Gaza desde o seqüestro de um soldado israelense a 25 de junho por parte de grupos palestinos armados.

Um membros do Hamas moreu à noite num ataque aéreo contra o campo de refugiados de Jabaliya.

Num segundo ataque ao mesmo local morreram dois civis.

Entre os palestinos mortos nesta quinta-feira estão um idoso de 70 anos e um ativista do braço militar do Hamas, Bassam Al Jama, de 21 anos, que fazia parte da equipe de guarda-costas do primeiro-ministro do Movimento de Resistência Islâmica (cujo acrônimo em árabe é Hamas), Ismail Haniyeh.

A cidade de Beit Hanun foi novamente ocupada e cercada por tanques israelenses na madrugada desta quarta-feira e desde então as forças israelenses realizam ataques aéreos. Nas ruas foram registrados confrontos entre soldados israelenses e palestinos armados, segundo testemunhas.

O exército israelense interceptou as rádios locais na Faixa de Gaza para difundir mensagens em árabe, convocando os moradores de Beit Hanun "a permanecer em seus lares até nova ordem".

O exército israelense anunciou ter realizado uma operação contra homens armados em Beit Hanun, detendo três ativistas.

Israel afirma que a incursão em Beit Hanun, chamada "Nuvens de Outono", está destinada a impedir que os grupos armados palestinos se fortaleçam e para pôr um fim aos disparos de foguetes palestinos desta região para o sul de Israel.

Apesar da presença do exército israelense, onze foguetes artesanais disparados da Faixa de Gaza caíram no sul de Israel desde a quarta-feira sem o registro de vítimas.

O comandante israelense da região militar sul, general Yoav Galant, declarou à rádio militar israelense que "os resultados da operação (são) bons até o momento". "Nosso objetivo é exercer uma pressão permanente sobre os terroristas para dificultar os disparos de foguetes (rumo ao sul de Israel)", acrescentou o general Galant.

Segundo a rádio, o exército israelense quer poder "intervir a todo momento e em todo lugar na Faixa de Gaza (evacuada no ano passado), como ocorre nas cidades da Cisjordânia".

O presidente da comissão de Defesa e Relações Exteriores do Parlamento israelense, Tzahi Hanegbi, afirmou, por sua vez que "uma guerra com o Hamas é inevitável", acrescentando que "é preciso se preparar para isto". O Hamas controla o governo palestino desde março, depois de sua vitória nas eleições legislativas.

Em nível diplomático, o secretário de Estado adjunto americano, encarregado do Oriente Médio, David Welch, que faz uma viagem pela região, falou em Ramallah (Cisjordânia) com o presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas.

Na quarta-feira, Abbas condenou energicamente a ofensiva israelense, qualificando-a de "massacre" e de "crime odioso".

Durante seu giro, Welch se referirá aos "esforços atuais" para apoiar Abbas e seus serviços de segurança, informou nesta quarta-feira o porta-voz do Departamento de Estado, Sean McCormack.

Ao ser questionado sobre a ofensiva israelense em Beit Hanun, o porta-voz americano lembrou que os disparos de foguetes contra o território israelense desde Gaza "continuam sendo incessantes" e afirmou que Israel "tem o direito de se defender", embora tenha pedido moderação às duas partes.

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