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04/11/2006 - 13h53

Presidentes iberoamericanos discutem migração e fazem reuniões bilaterais

=(FOTOS)=

MONTEVIDÉU, 4 nov (AF) - A XVI Cúpula Iberoamericano foi inaugurada oficialmente neste sábado em Montevidéu com a participação de representantes de 22 países que vão discutir, entre outros temas, a imigração, num dia cheio de encontros bilaterais e num contexto de divergências na região.

As sessões plenárias dos chefes de Estado e Governo iberoamericanos analisarão os textos do Compromisso sobre a migração, a Declaração de Montevidéu e uma série de comunicados especiais que incluem a reprovação do muro que os Estados Unidos pretendem construir na fronteira com México e o "bloqueio" americano a Cuba.

Além disso, os presidentes têm uma série de encontros bilaterais. O presidente uruguaio, Tabaré Vázquez, deve se reunir com seus pares de Bolívia, Evo Morales; de Equador, Alfredo Palacios, e com o chefe de Governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero.

Sexta-feira, Vázquez se reuniu com o costarriquenho Oscar Arias e o mexicano Vicente Fox. No mesmo dia, ele participou de um almoço particular na residência presidencial.

Morales tem reunião com sua colega chilena, Michelle Bachelet e com Rodríguez Zapatero, e deve também se encontrar com o paraguaio, Nicanor Duarte.

O rei Juan Carlos da Espanha participou de um café da manhã de trabalho com os presidentes e chefes da delegação centro-americana.

Além disso, o conflito entre Uruguai e Argentina sobre a construção das fábricas de papel azeda a Cúpula. Ambientalistas argentinos bloquearam as estradas da fronteira durante o evento e levantaram um muro de bloqueio na estrada de acesso à ponte que liga a cidade de Gualeguaychú à uruguaia Fray Bentos.

As mulheres dos presidentes, exceto a Rainha Sofia, que faltou porque está com gripe, visitaram este sábado o Museu Blanes de artes plásticas e, depois participariam de um almoço no Hotel do Prado oferecido pela esposa do presidente uruguaio, María Auxiliadora Delgado.

A Cúpula começou na realidade na tarde de sexta-feira no Teatro Solís, o mais antigo da América do Sul, com várias ausências.

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, não participa do evento nesta vez porque está com uma agenda lotada pela campanha eleitoral, segundo fontes da chancelaria venezuelana.

Além dele, não participam do encontro Fidel Castro (Cuba), Luiz Inácio Lula da Silva (Brasil), Enrique Bolaños (Nicarágua), Alan García (Peru), Oscar Berger (Guatemala), Martín Torrijos (Panamá) e Leonel Fernández (Dominicana).

O presidente argentino, Néstor Kirchner, chegou à tarde a Montevidéu, no momento em que a Cúpula estava sendo inaugurada.

Em seu discurso inaugural, Enrique Iglesias, titular da Secretaria Geral Iberoamericana (Segib), afirmou que a migração, o tema central da Cúpula, "é um componente essencial no espaço iberoamericano", e que "migrar faz parte do projeto de vida das pessoas que desejam progredir".

O rei Juan Carlos da Espanha, no entanto, lembrou que as migrações são "um fenômeno que sempre acompanhou o futuro da humanidade e que tem se intensificado nos dias atuais".

O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, afirmou que os governantes da América Latina têm grandes desafios pela frente, pois esta região tem o "grau de desigualdade mais alto do mundo" e combater a "desigualdade e a pobreza são as metas" principais.

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