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07/11/2006 - 22h57

Ortega está mais próximo de Chávez que de Lula

Por Julia Ríos MANÁGUA, 7 nov (AFP) - O ex-guerrilheiro Daniel Ortega, eleito presidente da Nicarágua, está mais próximo de seu amigo venezuelano Hugo Chávez do que do brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, apesar de preconizar como este a convivência com o setor empresarial, coincidiram os analistas.

"É um partido da esquerda populista", assegurou à AFP o ex-embaixador da Nicarágua perante as Nações Unidas, Carlos Tunermann, que no entanto "em certas coisas" se aproxima de Lula, como a busca de convivência com o setor empresarial".

No dia 1º, véspera da eleição de domingo, Ortega assinou com a Câmara de Comércio da Nicarágua um acordo de governabilidade e desenvolvimento econômico, no qual se comprometeu a respeitar a liberdade de empresa, a propriedade privada, o livre mercado e a promover os investimentos estrangeiros e os investimentos locais.

Também promoverá a geração de emprego e dará as garantias institucionais necessárias para que a Nicarágua tenha segurança jurídica e segurança empresarial.

"Há um contexto distinto que o obrigará a atuar de maneira diferente" de seu primeiro governo, 1979-90, diz Tunermann.

No entanto, no país, mais de 70% da população é pobre, segundo informes independentes, com um alto índice de desemprego; o subemprego afeta 54% da população ativa.

Num contexto muito diferente do de 1979, quando Ortega havia acabado de derrubar a dinastia dos Somoza com a revolução sandinista, o ex-guerrilheiro não terá outro remédio a não ser "sujeitar-se aos organismos internacionais de crédito", segundo os analistas.

A metade do orçamento nacional nicaragüense provém da cooperação externa, lembra.

O líder sandinista não gosta de mostrar diferenças entre um e outro modelo de governar e sustenta que "a esquerda é apenas uma", com distintos matizes.

"O unilateralismo dos Estados Unidos no contexto internacional fez ressurgir um projeto unitário geopolítico e de desenvolvimento econômico na América Latina, com a vantagem de que temos o petróleo num momento de crise energética mundial", explica por sua vez o cientista político Aldo Diaz.

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