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09/11/2006 - 18h26

Após eleições legislativas, está aberta corrida para 2008 nos EUA

Por Carlos HamannRPT WASHINGTON, 9 nov (AFP) - O fim das eleições legislativas de 2006 nos Estados Unidos deu o sinal de largada para a disputa pela Casa Branca, em 2008, que já tem a democrata Hillary Clinton e os republicanos Rudolph Giuliani e John McCain como os mais cotados e possíveis nomes.

Nenhum dos principais candidatos anunciou oficialmente planos para concorrer à indicação de seu partido, mas com as legislativas tornando-se fato consumado, e os eventuais aspirantes começam a ajustar seus discursos, de olho na presidência.

"Acreditamos em nosso país e vamos recuperá-lo, começando por esta noite!", disse uma empolgada Hillary Clinton, em Nova York, ao celebrar sua reeleição como senadora.

A ex-primeira-dama, que estava acompanha do marido e ex-presidente Bill Clinton, lidera com conforto as primeiras pesquisas sobre a indicação democrata. Uma enquete da CNN divulgada em 27 de outubro revelou que Hillary tem 38% de apoio entre os democratas, 11 pontos a mais que seu rival mais próximo, o senador por Illinois, Barack Obama.

Hillary aparecia com ampla vantagem de 28 pontos até surgir Obama, filho de pai queniano e mãe branca do Kansas, que anunciou no final do mês passado a intenção de disputar a Casa Branca.

Indeciso ou não, o fato é que Obama, de 45 anos, passou as últimas semanas viajando pelo país, para apoiar candidatos democratas ao Congresso e, de quebra, divulgar seu segundo livro, "The Audacity of Hope" (em português, "A audácia da esperança").

De qualquer maneira, tanto Hillary quanto Obama precisarão vencer, em primeiro lugar, a História: nenhum senador democrata foi eleito presidente desde 1960, com John F. Kennedy.

No lado republicano, a mesma pesquisa da CNN colocou na frente "Rudy" Giuliani, prefeito de Nova York quando aconteceram os ataques de 11 de Setembro de 2001, com 29%, seguido por uma estreita margem por McCain, senador pelo Arizona e veterano do Vietnã, com 27%.

As esperanças de Giuliani receberam novo impulso, quando uma sondagem da WNBC/Marist, divulgada em 4 de outubro, colocava o republicano na frente da democrata Hillary, em uma disputa cabeça a cabeça, com 49% contra 42%.

"Parece que os democratas a apóiam (Hillary Clinton) como sua principal candidata presidencial, e parece que os republicanos esperam apenas que ela seja candidata para votar contra ela", comentou Giuliani, em agosto, ao ser entrevistado pelo New York Daily News.

Antes de pensar na ex-primeira-dama, porém, Giuliani deve se preocupar com "o fogo amigo", já que para chegar a novembro de 2008 precisa, em primeiro lugar, derrotar McCain, um político duro e sem papas na língua.

Se for eleito, este homem de 70 anos, que devido aos ferimentos de guerra e ao confinamento não pode mais elevar seus braços acima dos ombros, será o presidente mais velho da história. O já falecido Ronald Reagan ostentava esse título, ao assumir o poder aos 69 anos, em 1981.

Outros possíveis candidatos democratas são:

- O candidato à presidência em 2004, John Kerry, que pode ter perdido o trem da história política dos Estados Unidos, por causa de um comentário infeliz, considerado uma crítica aos soldados no Iraque. Pediu desculpas, alegando ter sido uma "brincadeira de mau gosto", mas foi destroçado por democratas e republicanos.

- O ex-vice-presidente e candidato à presidência em 2000, Al Gore, atualmente mergulhado em uma intensa campanha de alerta sobre o aquecimento global. Por enquanto, nega qualquer interesse em disputar a Casa Branca.

- John Edwards, ex-senador de sorriso largo e companheiro de chapa de Kerry, em 2004. Agora, está envolvido com um centro de pesquisa sobre a pobreza na Universidade da Carolina do Norte. Fez discursos em estados-chave das primárias: New Hampshire e Iowa.

Outros possíveis candidatos republicanos:

- A secretária de Estado Condoleezza Rice, que ocupou inclusive o segundo lugar (atrás de Giuliani e na frente de McCain) em um enquete da WNMBC/Marist, divulgada em 20 de setembro. Rice parece se divertir com as especulações, mas o fato é que até agora não demonstrou qualquer interesse concreto para o cargo.

- Newt Gingrich, líder da chamada "revolução republicana" de 1994 e ex-líder da Câmara de Representantes. Trata-se, porém, de uma figura que provoca divisões e pode não conseguir apoio em nível nacional.

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