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10/11/2006 - 15h17

Presidencial francesa: concluída campanha interna dos socialistas

=(FOTO)= PARIS, 10 nov (AFP) - Depois de três semanas de uma campanha interna sem precedente na França, os militantes socialistas se preparam para escolher seu candidato para a presidencial de 2007. Ségolène Royal continua a ser a mais bem colocada, apesar de um desgate em sua imagem.

Quase 220.000 filiados do Partido Socialista (PS) devem votar no dia 16 de novembro para escolher entre Ségolène Royal, de 53 anos, o ex-ministro da Economia Dominique Strauss-Kahn, de 57 anos e o ex-primeiro-ministro Laurent Fabius, de 60 anos.

Segundo os analistas, a principal incógnita é saber se Ségolène Royal ganhará no primeiro turno com mais de 50% dos votos ou se um segundo turno, sem dúvida mais arriscado para ela, terá de ser organizado na semana seguinte.

Marcando uma virada na vida política francesa, o PS encerrou na noite de quinta-feira três semanas de debates que lembraram uma "primária" no estilo da americana.

Os candidatos quase não se enfrentaram diretamente, respondente cada um às perguntas dos jornalistas ou de militantes durante os debates televisionados.

Eles no entanto evidenciaram suas divergências. Enquanto Ségolène Royal propôs uma "ordem justa" e a democracia participativa, Strauss-Kahn preferiu defender a idéia de uma nova social-democracia européia. Fabius, defensor do "não" no referendo sobre a Constituição Européia, posicionou-se mais à esquerda, apoiando principalmente uma alta geral dos baixos salários.

Liderando a campanha desde o início e atacada por todas as partes, Ségolène Royal era a que mais tinha a perder no debate com dois peso-pesados do PS. Segundo ela, esta campanha interna foi "muito longa" e "que funcionou como um teste". Ela foi vaiada pelos militantes durante um dos debates e seus concorrentes apontaram seus pontos fracos, como sua postura em relação à questão nuclear iraniana.

O último ataque contra Ségonlène: a publicação na internet desde quinta-feira de um vídeo pirata onde ela afirma que os professores, que representam grande parte do batalhão do PS, deveriam trabalhar mais.

Mas, apesar da pressão, Royal manteve suas intenções de voto, explicam os meios de comunicação. Segundo uma pesquisa publicada na quinta-feira, 58% dos filiados escolherão a candidata do PS, contra 31% que votarão em Dominique Strauss-Kahn e 9% que darão seu voto para Laurent Fabius.

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