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13/11/2006 - 20h52

Lula conclui viagem à Venezuela

=(FOTOS)=CIUDAD GUAYANA, Venezuela, 13 nov (AFP) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva concluiu na tarde desta segunda-feira uma visita de trabalho a Venezuela, sua primeira viagem ao exterior após ser reeleito, em 29 de outubro passado.

Lula partiu da base militar de Ciudad de Guayana, 500 km a sudeste de Caracas, às 17H00 local (19h00 Brasília), após se despedir do presidente venezuelano, Hugo Chávez.

O presidente, que chegou à Venezuela na noite de domingo, acompanhou Chávez na inauguração da segunda ponte sobre o rio Orinoco, construída pela empresa brasileira Odebrecht.

A ponte, que se chamará Orinoquia, começou a ser construída no final de 2001 depois da assinatura de um acordo entre Venezuela e Brasil em 2000, mas os primeiros estudos de viabilidade datam de 1966.

Com um custo de 1,22 bilhão de dólares, a obra da Odebrecht contou com financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Localizada entre os estados Anzoátegui e Bolívar (sudeste da Venezuela), tem um comprimento de 3.156 metros e possui quatro faixas para veículos e uma linha férrea.

A Odebrecht também construirá uma terceira ponte sobre o rio Orinoco, entre os estados de Guárico e Bolívar, a um custo estimado de 991 milhões de dólares, que deve ficar pronta em 2010.

Lula também participou com Chávez do ato de certificação de reservas petrolíferas na faixa do rio Orinoco, onde Petrobras e a estatal Petróleos de Venezuela operam o campo de Carabobo.

A faixa petrolífera do Orinoco tem uma extensão de 55.314 kms2, na qual estariam 1,3 trilhão de barris de petróleo pesado, com índice de aproveitamento de 20%, algo em torno de 260 bilhões de barris.

Lula e Hugo Chávez lançaram oficialmente a perfuração de um poço no campo Carabobo, onde a Petrobras e a Petróleo de Venezuela (PDVSA) vão explorar petróleo extra-pesado.

"Hoje estamos incorporando 7,6 bilhões de barris de petróleo (...) podemos dizer que nosso país conta com reservas de 87.621.608 barris, um número verdadeiramente extraordinário", disse o ministro venezuelano de Energia, Rafael Ramírez.

Sérgio Gabrielli, presidente da Petrobras, felicitou os dois presidentes e disse que começa "uma nova era, um novo momento na história da América Latina e da América do Sul, com a cooperação de nossos dois grandes países".

Na faixa é abundante o bruto de 9 graus API (extra-pesado), transformado em petróleo de 34 graus API (leve) por aquecimento e injeção de hidrogênio, em gigantescos equipamentos levantados às margens do Caribe, no complexo de Jose, 250 km a leste de Caracas.

As reservas da faixa fazem prever "petróleo para 200 anos, para a integração da América do Sul", disse Chávez.

A Venezuela deseja certificar as reservas de hidrocarbonetos da faixa, de 55.314 km2, para o que a zona foi dividida em 27 blocos reunidos em quatro campos com nomes de batalhas da luta pela independência: Boyacá com seis blocos, Junín com dez, Ayacucho com sete e Carabobo com quatro. Empresas de nove países trabalham em oito blocos: em Campo Carabobo, Bloco 1, está a Petrobras; em Campo Ayacucho estão as argentina Enarsa e a uruguaia Ancap (Bloco 6), a iraniana Petropar (bloco 7) e a russa Gazprom (Bloco 3).

No Bloco Junín figuram a indiana ONGC (bloco 9), a espanhola Repsol YPF (bloco 7), a chinesa CNPC (Bloco 4) e a russa Lukoil (Bloco 3).

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