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21/12/2006 - 17h14

Alguns casos de eutanásia, sempre sujeitos à polêmica

PARIS, 21 dez (AFP) - Proibida na maior parte dos países, a eutanásia é legalizada - sob condições - na Holanda e na Bélgica. Em outros países, cada vez que a justiça a tolera, é sempre a custa de polêmica, como no caso do italiano Piergiorgio Welby, morto nesta quinta-feira.

Welby vinha sendo mantido vivo desde 1997 com a ajuda de um aparelho, sendo alimentado através de sonda - um tratamento que ele rejeitava desde o verão passado, quando seu estado de saúde agravou-se bruscamente. Seus advogados haviam pedido à justiça italiana que reconhecesse seu direito de recusar o tratamento terapêutico e de autorizar o desligamento do respirador artificial.

Nos Estados Unidos, Terri Schiavo, 41 anos, em coma por 15 anos, morreu no dia 31 de março de 2005, após cerca de duas semanas sem alimentação. A batalha emocional em torno de uma eventual nova conexão de Terri Schiavo aos tubos que sustentavam sua vida trouxe de volta um grande debate nos Estados Unidos sobre a eutanásia, mobilizando inclusive o presidente George W. Bush e o Congresso - uma polêmica que pode ter repercussões na jurisprudência americana.

Terri Schiavo ficou em estado vegetativo após um ataque cardíaco que provocou falta de oxigenação no cérebro. Em julho de 1998, na Espanha, Ramon Sampedro, 55 anos, foi encontrado envenenado com cianureto em seu leito. Eles se tornou tetraplégico durante um acidente em 1968 e reclamava o direito de morrer, mas a assistência ao suicídio é punida, na Espanha, com dez anos de prisão. Segundo o jornal El Pais, o suicídio de Sampedro foi organizado por ele mesmo, de modo a diluir as responsabilidades penais entre as 11 pessoas que o ajudaram a morrer.

Na França, Vincent Humbert morreu em setembro de 2003 aos 22 anos, após uma intervenção de sua mãe e de seu médico. Tetraplégico, mudo e praticamente surdo após um acidente, mas mantendo todas suas capacidades intelectuais, havia alertado a opinião pública pedindo ao presidente Chirac em setembro de 2002 "o direito de morrer". "Não posso lhes dar o que querem", havia respondido o presidente. Na Grã-Bretanha, a Alta Corte de Londres pronunciou em 6 de dezembro passado uma sentença autorizando uma mulher em estado vegetativo persistente a morrer "dignamente", após ter ordenado em novembro que fosse administrada a ela durante três dias a substância zolpidem, mesmo contra o desejo da família. O medicamento pode, em alguns casos, reanimar pessoas em estado vegetativo.

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