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23/12/2006 - 10h30

Liga Árabe insta dirigentes libaneses a negociarem para resolver a crise

=(FOTOS)= BEIRUTE, 23 dez (AFP) - O secretário-geral da Liga Árabe, Amr Mussa, instou neste sábado os dirigentes libaneses a negociarem para resolver a crise política que afeta o país, ao fim de sua missão de mediação entre a maioria anti-síria e a oposição apoiada por Síria e Irã.

"Os contatos entre os dirigentes libaneses não existem", declarou Mussa à imprensa.

"Eu peço energicamente aos dirigentes libaneses que estabeleçam os contatos necessários entre eles" para resolver a crise, acrescentou este funcionário árabe, negando-se a dizer se sua mediação teria fracassado.

"Apresentamos aos dirigentes libaneses propostas destinadas a resolver todos os temas de discórdia e lhes corresponde aceitá-las", destacou Mussa. "Algumas propostas foram aceitas, outras foram recebidas de forma duvidosa", acrescentou, sem dar maiores detalhes.

A missão de Mussa estava destinada a retomar o diálogo entre a oposição, dirigida pelo poderoso Hezbollah xiita, que pede fundamentalmente um novo governo de união nacional e a maioria, que conta com o apoio dos ocidentais e dirige o gabinete.

Os partidos xiitas Hezbollah e Amal, aliados do chefe da oposição cristã, Michel Aoun, considerando que estavam mal representados no governo formado em 2005, abandonaram em meados de novembro a coalizão governamental liderada pelo premier, Fuad Siniora.

Depois, a oposição lançou um movimento de protesto a partir de 1º de dezembro, através de comícios populares e de um ato em que os manifestantes permanecem sentados no centro de Beirute, em frente às janelas da sede do governo.

A crise causa uma paralisação das instituições - governo não é mais reconhecido nem pela oposição, nem pelo chefe de Estado, Emile Lahoud, vinculado à Síria - e uma desaceleração da economia.

Por outro lado, o projeto de um tribunal internacional adotado pela ONU para julgar os assassinos do ex-primeiro-ministro Rafic Hariri, morto em 14 de fevereiro de 2005, constitui o principal ponto de atrito entre o governo e a oposição, evidenciando as difíceis relações entre Líbano e Síria.

"O Líbano atravessa um período perigoso e a iniciativa árabe tem como finalidade não exacerbá-lo", insistiu Mussa, advertindo contra o risco de ocorrer uma escalada nas ruas. "Toda escalada será perigosa para o Líbano, não levará a nenhum resultado político, só a uma reação contrária", afirmou.

Mussa, que deixou o Líbano neste sábado, não estabeleceu uma data para voltar, mas destacou que "permanecerá em contato com todas as partes". "Veremos o que podemos fazer depois das festas. Nós continuamos esperando um progresso para uma solução da crise", declarou.

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