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25/12/2006 - 12h14

Israel anuncia medidas "imediatas" a favor dos palestinos

=(FOTOS)= JERUSALÉM, 25 dez (AFP) - Israel decidiu nesta segunda-feira adotar "imediatamente" medidas a favor dos palestinos da Cisjordânia, dois dias depois da primeira reunião oficial entre o presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, e o primeiro-ministro israelense Ehud Olmert.

O ministro israelense da Defesa, Amir Peretz, anunciou nesta segunda-feira a adoção de medidas "imediatas" a favor dos palestinos da Cisjordânia.

"Preparamos um plano aplicável imediatamente, que consiste em facilitar a circulação e a movimentação dos palestinos e aumentar o número de palestinos autorizados a trabalhar em Israel", declarou Amir Peretz à imprensa depois de uma reunião da comissão de Relações Exteriores e da Defesa do Knesset, o Parlamento israelense.

Peretz precisou que Israel "desmantelará 59 postos de controle nas estradas da Cisjordânia em duas etapas, num primeiro momento 24 postos e depois o resto".

Por outro lado, o ministro da Defesa indicou que prisioneiros palestinos serão libertados por ocasião da festa muçulmana de Aid el Adha -- entre 31 de dezembro e 2 de janeiro -- e o Natal.

"Todos os anos há libertações de prisioneiros de caráter humanitário para o Aid el Adha e o Natal", declarou Peretz aos jornalistas.

"Esses gestos humanitários não adiarão a libertação de Gilad Shalit, um soldado israelense capturado no dia 25 de junho por palestinos armados. Ao contrário, espero que antecipem sua libertação", acrescentou.

"Representantes da administração penitenciária e do Shin Beth (segurança interior) elaborarão uma lista dos prisioneiros que podem ser libertados, sobretudo mulheres e menores", precisou à AFP um alto funcionário da segurança que pediu anonimato.

Até então, Olmert exigia a libertação de Gilad Shalit como condição prévia para a libertação de alguns dos 10.000 palestinos prisioneiros em Israel, 65 dos quais foram presos antes da assinatura dos acordos de Oslo, em 1993.

O general Yair Naveh --comandante da região militar centro, que cobre a Cisjordânia -- protestou contra o plano de Peretz.

"Retirar os postos de controle significa impedir minha luta contra o terrorismo (...). Essas barreiras limitam e impedem a liberdade de movimentos de pessoas procuradas", afirmou em declarações publicadas pelo jornal Haaretz.

A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, chegará ao Oriente Médio no início de janeiro para tentar retomar as negociações de paz israelense-palestinas.

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