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30/12/2006 - 09h23

Bush saúda a execução de Saddam, mas reconhece que a violência continuará

CRAWFORD, 30 Dez (AFP) - A execução de Saddam Hussein é uma "etapa importante" para a democracia no Iraque, opinou o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, apesar de ter reconhecido que o fato não conterá a onda de violência que assola boa parte do país.

"A execução de Saddam Hussein chega ao fim de um ano difícil para o povo iraquiano e para nossas tropas", afirmou Bush em comunicado divulgado em seu rancho em Crawford, no Texas (sul).

"Não colocará fim à violência no Iraque, mas é um importante marco no caminho do Iraque para uma democracia que possa governar, sustentar e defender a si mesma, e será um aliado na guerra contra o terrorismo", destacou o presidente no comunicado.

Bush enfatizou que Saddam "foi executado depois de receber um julgamento justo, o tipo de justiça que ele negou às vítimas de seu regime brutal".

"Os julgamentos eram inimagináveis sob o governo tirânico de Saddam Hussein. É um legado à decisão do povo iraquiano de avançar depois de décadas de opressão".

"Muitas opções difíceis e sacrifícios estão adiante. A segurança do povo americano requer que não relaxemos em assegurar que a jovem democracia iraquiana continue progredindo", acrescenta o presidente no comunicado.

Bush dormia no momento da execução do ex-ditador iraquiano, derrubado após a invasão dos Estados Unidos ao Iraque em 2003, afirmou o porta-voz adjunto da Casa Branca, Scott Stanzel. O conselheiro de Segurança, Steven Hadley, foi o responsável por informar Bush, na noite de sexta-feira, sobre a iminente execução.

Espera-se que o presidente Bush anuncie em janeiro uma nova estratégia americana no Iraque, enquanto que a opinião pública mostra-se cada vez mais favorável a uma retirada dos quase 140.000 soldados que permanecem no país árabe.

"O que aconteceu hoje (sábado) nos recorda o caminho percorrido pelo povo iraquiano desde o fim do regime de Saddam Hussein e que o progresso obtido não teria sido possível sem o serviço e o sacrifício de nossos homens e mulheres de uniforme", ressaltou o presidente.

Em Washington, o senador democrata Edward Kennedy disse que agora é tempo de o povo iraquiano trabalhar para reconciliar suas diferenças e fechar as feridas do passado.

"Só esse processo acabará com a violência que impede o Iraque de avançar", disse o senador.

Diversas celebrações foram efetuadas na madrugada deste sábado, por causa da execução de Saddam Hussein, no subúrbio de Dearborn (Michigan, norte), lar da maior comunidade árabe nos Estados Unidos, e muitos exilados expressaram que o deposto ditador iraquiano recebeu o que merecia.

Minutos depois da notícia da execução de Saddam chegar aos Estados Unidos, centenas de pessoas ocuparam as ruas e bloquearam o trânsito, numa espontânea demonstração de alegria.

Durante quase 90 minutos, os manifestantes cantaram e dançaram envolvidos em bandeiras iraquianas, até que a polícia reabrisse a circulação nas ruas.

O Exército americano anunciou neste sábado a morte de cinco soldados no Iraque, elevando para 106 o número de militares dos Estados Unidos mortos em dezembro.

O anúncio das mortes ocorreu poucas horas depois da execução do ex-ditador iraquiano Saddam Hussein na forca, condenado à morte pela matança de 148 xiitas em Dujail nos anos 80.

As mortes elevam para 2.989 o número de militares americanos ou pessoal contratado mortos no Iraque desde a invasão do país em março de 2003, segundo contagem da AFP com base em dados do Pentágono.

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