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11/01/2007 - 11h29

Ex-ditador Mengistu Haile Mariam, o "Negus Vermelho" da Etiópia

=(FOTOS)= ADIS ABEBA, 11 jan (AFP) - O ex-ditador etíope Mengistu Haile Mariam, exilado no Zimbábue e condenado à revelia à prisão perpétua por genocídio, esta quinta-feira em Adis Abeba, foi responsável por milhares assassinatos durante a chamada época do "Terror Vermelho" (1977-1978).

Mengistu, 69 anos, chamado de "Negus (imperador) Vermelho", fugiu da Etiópia para o Zimbábue, onde o presidente Robert Mugabe lhe concedeu asilo político em maio de 1991.

O ex-ditador - que corria o risco de ser condenado à morte - recebeu uma pena de prisão perpétua por parte da Alta Corte Federal da Etiópia por genocídio, homicídio, detenção abusiva e confisco de bens.

Mengistu nasceu em 1937 na cidade etíope de Wallayata e se formou em 1966 na Escola de Cadetes de Holetta.

Em 1960 participou em uma revolta contra o imperador Haile Selassie. Em seguida se tornou delegado do comitê de coordenação das Forças Armadas de Adis Abeba.

Depois do assassinato do chefe de Estado, o general Teferi Bante, Mengistu assumiu o regime militar-marxista etíope, em 3 de fevereiro de 1977, em um sangrento golpe de Estado que garantiu o controle do Derg, o conselho militar que dirigia o país desde a queda do imperador Haile Selassie, em 1974.

Apoiado pelos soviéticos no conflito com a Somália em Ogaden (leste) e confrontado em seguida com a rebelião eritréia, estabeleceu uma aliança com a URSS em 1978 e criou o partido PTE em setembro de 1984.

De 1983 a 1984, presidiu a Organização da Unidade Africana (OUA), com sede em Adis Abeba.

Chefe de Estado, comandante das Forças Armadas, secretário-geral do Partido dos Trabalhadores da Etiópia (PTE), Mengistu foi oficialmente confirmado como presidente da República Democrática Popular da Etiópia em setembro de 1987, depois de ter se retirado do Exército.

Em maio de 1989 reprimiu uma tentativa de golpe de Estado e ordenou a execução de 12 generais.

Em 1990 anunciou uma reorientação econômica liberal e buscou uma aproximação com os países ocidentais depois de ter retomado relações diplomáticas com Israel.

Seriamente ameaçado em fevereiro de 1991 por uma ofensiva coordenada pelos rebeldes da Frente Popular do Tigre (FPLT) e da Frente Popular de Libertação da Eritréia (FPLE), renunciou em abril do mesmo ano para superar a crise.

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