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13/01/2007 - 21h34

Primeiro-ministro iraquiano reage com prudência ao novo plano de Bush

BAGDÁ, 13 jan (AFP) - O primeiro-ministro iraquiano, Nuri Al Maliki, comentou pela primeira vez o novo plano para o Iraque do presidente americano, George W. Bush, que considerou fruto "de uma visão comum", mas recusou-se a abordar as ameaças de retirada de apoio a seu governo.

A nova estratégia "representa uma visão comum e uma compreensão mútua entre o governo iraquiano e a administração americana", reza o comunicado, num tom quase tímido, publicado neste sábado pelo escritório do primeiro-ministro.

Bush anunciou o envio de um reforço de 21.500 militares americanos para o Iraque, 17.500 dos quais irão para Bagdá.

Em seu comunicado, Maliki não comentou a advertência de Bush de que o governo iraquiano, dominado por xiitas, poderá "perder o apoio dos americanos" se não cumprir seu compromisso de controlar todas as províncias do país "até novembro".

A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, assegurou nesta quinta-feira ante o Congresso que o governo iraquiano estava "de certa forma numa corrida contra o tempo".

Maliki também não avaliou o envio de reforços americanos ao Iraque, medida contra a qual vários de seus colaboradores já haviam se oposto.

O plano de Bush "apóia a estratégia do governo iraquiano de assumir o comando e o controle das operações de segurança, como é o caso do novo plano de segurança de Bagdá, que será dirigido pelos iraquianos com o apoio da força multinacional", acrescentou o comunicado.

Maliki anunciou na semana passada que um novo plano de segurança seria implementado, o terceiro deste tipo nos últimos sete meses, para tentar acabar com a insegurança na capital, assolada por conflitos entre xiitas e sunitas.

Enquanto o novo plano gerava críticas nos Estados Unidos, inclusive nas filas republicanas, a senadora por Nova York e ex-primeira-dama Hillary Clinton visitou neste sábado Bagdá pela terceira vez.

A possível candidata democrata em 2008 à presidência americana disse que a situação no Iraque "parte a alma".

Em declarações à rede americana ABC, Hillary Clinton qualificou o novo plano de Bush de "escalada na guerra".

Por sua vez, o Irã pediu que as autoridades iraquianas detenham as "ações ilegais e aventureiras" dos Estados Unidos no Iraque. O exército americano prendeu na quinta-feira seis iranianos no Curdistão iraquiano (norte). Washington defende que estes iranianos, dos quais cinco permanecem detidos, estão vinculados aos Guardiões da Revolução Iraniana.

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