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14/01/2007 - 18h21

Presidente iraniano visita Daniel Ortega na Nicarágua

=(FOTO)= MANÁGUA, 14 jan (AFP) - Depois da Venezuela, o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad continuou neste domingo sua viagem regional em busca de aliados antiamericanos com uma visita ao novo chefe de Estado da Nicarágua, Daniel Ortega, um ex-guerrilheiro marxista.

Durante uma entrevista, Ahmadinejad prometeu uma importante ajuda econômica ao dirigente sandinista do pequeno país da América Central, um dos mais pobres do continente, afirmando que eles tinham "inimigos comuns".

"Os dois povos têm interesses comuns, inimigos comuns e desafios comuns", declarou o presidente iraniano, que se comprometeu a satisfazer "todos os desejos" da Nicarágua em matéria de desenvolvimento.

"Devemos estar um ao lado do outro e nos ajudar mutuamente", acrescentou o presidente iraniano, que quer romper seu isolamento diplomático diante da hostilidade dos Estados Unidos.

O presidente da Nicarágua, que foi um dos maiores adversários de Washington na época da Guerra Fria, assegurou que a vinda da delegação iraniana não era uma "simples visita protocolar".

Ortega, que assim como Ahmadinejad tem laços de amizade com o presidente da Venezuela Hugo Chavez, disse estar satisfeito com a ajuda oferecida pelo Irã para a "grande batalha para eliminar a pobreza de nosso povo".

Os dois países, que anunciaram anteriormente a abertura de embaixadas, devem concluir diversos acordos de cooperação econômica por ocasião desta visita.

Investido na quarta-feira, o dirigente da Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN), cujo primeiro mandato foi marcado por vários confiscos e nacionalizações entre 1979 e 1990, já se aproximou do regime venezuelano.

Caracas garantiu à Nicarágua um fornecimento de petróleo a bons preços. Um gesto que poderia inspirar o Irã, outro grande produtor de petróleo.

Eleito por cinco anos, Ortega juntou-se a Cuba e Bolívia na Aliança Bolivariana para as Américas (ALBA), o bloco econômico lançado por Chavez.

No entanto, o ex-guerrilheiro marxista prometeu não tocar na propriedade privada e no tratado de livre-comércio com Washington, preservando o diálogo com a Casa Branca.

Por sua vez, o presidente iraniano, em crise com os Estados Unidos, tenta conquistar o apoio dos dirigentes latino-americanos aliados de Chavez, principal defensor do programa nuclear do regime islâmico.

Durante sua visita à Venezuela no sábado, a segunda em cinco meses, ele sublinhou que Caracas e Teerã tinham a tarefa de "promover o pensamento revolucionário no mundo".

Segundo Ahmadinejad, as potências ocidentais são responsáveis pela "discriminação e injustiça" e só se preocupam em "receber os lucros econômicos".

"A causa de todos os problemas atuais é a direção errada dos países poderosos, onde há pobreza, ódio, inimizade e guerra", declarou o presidente iraniano, descrito por Chavez como "um amigo" e um "combatente das causas justas".

Seu périplo continuará na segunda-feira no Equador, onde participará da posse de Rafael Correa, um economista de esquerda nacionalista e abertamente antiliberal que se recusou a assinar um contrato de livre-comércio com os Estados Unidos e prometeu acabar com a base militar americana situada no país.

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