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25/01/2007 - 17h59

Cometa McNaught ficará visível a olho nu até o fim de semana

Por Natalia Ramos=(FOTOS E INFOGRAFIA)= SANTIAGO, 25 jan (AFP) - O cometa McNaught, considerado o mais brilhante das últimas quatro décadas, ficará visível a olho nu só até este fim de semana, quanto sua imagem começará a desaparecer no céu depois de ficar visível no Hemisfério sul.

Batizado de o "grande cometa de 2007" por sua intensa luminosidade, o McNaught continuará sua viagem, distanciando-se do sol e, dentro de três ou quatro dias só poderá ser visto através de instrumentos ópticos.

"A olho nu poderá ser visto nos próximos dias, mas a partir deste fim de semana começará a perder o brilho e só poderá ser visto com binóculos ou pequenos telescópios", disse à AFP o astrônomo Luis Barrera, assessor do Planetário da Universidade de Santiago do Chile.

O Observatório Europeu Austral (ESO, na sigla em inglês) informou no Chile que o cometa alcançou seu ponto de maior proximidade com o sol - e, por conseguinte, de maior luminosidade - em 12 de janeiro. Desde esse dia, o cometa se distancia desta estrela, perdendo o seu brilho.

O corpo celeste ficou visível no hemisfério norte do fim de 2006 até o início de janeiro, mas a partir da segunda semana do mês, sua cauda longa e brilhante só pôde ser observada do sul, acrescentou Barrera.

"Foi visto muito claramente, era espetacular o efeito de sua cauda. É um evento que deve ser presenciado", enfatizou o astrônomo. "Minha sugestão é que as pessoas continuem olhando para o céu", insistiu.

"Depois, o cometa continuará sua viagem pelo Sistema Solar, distanciando-se do sol", explicou. Proveniente dos confins do sistema planetário onde se situa a Terra, o cometa provavelmente nunca voltará a transitar perto do Sol.

"A estrutura da cauda é, provavelmente, resultado da atividade recente do cometa, liberando pequenas partículas de poeira", explicou o ESO.

A passagem do McNaught pode ser observada olhando para o oeste, durante o pôr-do-sol. O cometa está visível ao sul de Vênus, o outro corpo brilhante que se destaca no ocaso.

Descoberto em agosto de 2006 por Robert McNaught, do Observatório Siding Spring, na Austrália, é o mais brilhante observado da Terra desde 1965.

Por superar em brilho os cometas Hale-Bopp e West, é considerado o grande cometa de 2007, destacou a ESO.

O McNaught provém da longínqua Nuvem de Oort, um cinturão de cometas a 1,5 ano-luz do sol, nos limites do Sistema Solar, que é considerado a fonte dos cometas de longa duração ou dos que levam milhares de anos a passar perto desta estrela.

Em todo caso, este cometa é um "não-periódico", ou seja, pertence àqueles que são vistos uma única ocasião, explicou à AFP o astrônomo francês Olivier Marco.

"Isto significa que, se voltarem a passar nas proximidades do sol, o farão em milhares de anos", explicou o astrônomo, assesor do Planetário da universidade chilena.

Do Chile, imagens do cometa foram recebidas no telescópio do ESO em Cerro Paranal, ao leste de Antofagasta e 1.100 km ao norte de Santiago. Outras foram captadas no balneário de Pucón e na região austral da Terra do Fogo, a mais de 2.000 km da capital chilena.

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