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26/01/2007 - 18h57

Autoridades prendem cinco estudantes por briga com palestinos nos EUA

MIAMI, 26 jan (AFP) - Cinco estudantes universitários da Carolina do Norte (sul) foram presos depois de uma briga com companheiros palestinos a quem supostamente atacaram com socos e pontapés enquanto os chamavam de "terroristas" e "negros".

Uma organização árabe-americana denunciou o incidente como um delito de ódio e pediu a intervenção das autoridades federais no caso, enquanto pais dos presos pediram aos meios de comunicação que não julgassem seus filhos por uma briga cujos detalhes ainda não estão claros.

O incidente ocorreu na madrugada de sábado passado em Guilford College, uma pequena universidade quaker em Greensboro (oeste da capital, Raleigh), quando três estudantes palestinos se envolveram numa briga com um grupo de seis a 30 estudantes - segundo as versões - que supostamente os teriam atacado com socos, socos ingleses e pontapés.

"As supostas vítimas disseram que estes indivíduos lançaram insultos racistas enquanto os atacavam", segundo a Polícia de Greensboro. Os termos usados teriam sido "terroristas" e "sandniggers" (um insulto que poderia ser traduzido como "negros do deserto").

A universidade afirmou num comunicado que alguns dos envolvidos estavam sob efeito de álcool.

Os estudantes, dois bolsistas palestinos de Ramallah e outro estudante que os visitava, denunciaram o grupo por agressão. Três estudantes americanos foram presos na segunda-feira e outros dois na quinta-feira.

As circunstâncias da briga ainda não estão muito claras e a Polícia de Greensboro sustentou que ainda não conseguiu entrevistar os agredidos.

O presidente da universidade, Kent Chabotar, expressou que "é um preceito fundamental da fé quaker e um valor fundamental de Guilford College que todas as pessoas são iguais e merecem tratamento respeitoso".

Num comunicado de imprensa emitido nesta sexta-feira, o Instituto Árabe-Americano, com sede em Washington DC, expressou que "isto é claramente um delito de ódio e deve ser tratado no nível federal", disse o presidente do grupo, James Zogby.

"É preciso reconhecer que os estereótipos negativos de árabes e muçulmanos criaram um ambiente perigoso no qual podem ocorrer incidentes como este", acrescentou Zogby.

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