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28/01/2007 - 19h17

Expedição à Antártida procura navios e tesouros de caçadores e baleias

Por Laura Términe BUENOS AIRES, 28 jan (AFP) - Um grupo de pesquisadores argentinos, espanhóis e americanos inicia segunda-feira uma expedição rumo à Antártida a procura de embarcações e "tesouros" dos caçadores de baleia, em sua maioria noruegueses, que invadiram as águas geladas do continente branco no início do século XX.

A bordo do "Ice Lady Patagonia", um navio de médio porte construído na Finlândia na década de 50, os especialistas vão zarpar do Ushuaia (3.580 km), a cidade mais ao sul do mundo, que fica no território da Terra do Fogo, contou à AFP um dos passageiros.

Embarcações naufragadas ou abandonadas à deriva nos litorais, armas e uniformes de caçadores de baleias e moedas antigas estão entre os "tesouros" que levaram o especialista em história da Antártida Carlos Vairo a organizar a travessia.

"Os caçadores de baleia começaram a chegar à Antártida em 1906 a bordo de navios de madeira, depois em navios de metal que funcionavam a vapor e depois a combustível", explicou Vairo.

Mas o especialista também vai pesquisar os assentamentos históricos dos caçadores de baleia no continente.

Os assentamentos são refúgios onde os caçadores noruegueses e suecos ficavam todo ano, entre novembro e março, e de onde saíam para caçar baleias em embarcações menores e voltar com mamíferos gigantes a reboque.

Esta será a nona travessia de Vairo ao continente que tem mais de 95% de sua superfície coberta de gelo.

O objetivo dos cientistas é "mapear a localização dos 'tesouros', fazer um inventário e deixar as coisas no lugar em que estão", contou.

Nos anos 80, Vairo se dedicou à reconstrução de vikings na Europa depois de se especializar em etnografia marítima na Dinamarca e, atualmente, dirige o Museu Marítimo do Ushuaia.

O "Ice Lady" possui um robô com câmera de vídeo à prova de água gelada que vai procurar vestígios de navios naufragados.

Depois do trabalho do robô, os pesquisadores poderão mergulhar a temperaturas que vão de 1ºC positivo a 1ºC negativo. Na superfície, a temperatura não passa dos 5ºC em pleno verão.

Após atravessar a Passagem de Drake, a expedição vai contornar as ilhas Livingston e Decepción para continuar pelo Estreito de Gerlache até a Ilha Anvers, e ficar na Antártida por 20 dias.

No entanto, os imprevistos do rigoroso clima podem obrigar os viajantes a mudarem de rota.

A Associação de Exploração Austral da Argentina, a Fundação Regiões Polares da Espanha e o Museu Marítimo do Ushuaia colaboraram para esta viagem, financiada por empresas ibéricas.

O "Ice Lady" foi utilizado em expedições oceanográficas como a infrutífera procura de submarinos alemães na Península Valdés, na província de Chubut (Patagônia), que teriam desembarcado no local após a queda do regime nazista na Alemanha em 1945.

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