UOL Notícias Notícias
 

30/01/2007 - 13h07

Gelo plástico e raio de calor: as novas armas do Pentágono

Por Jerome Bernard=(FOTOS)= WASHINGTON, 30 jan (AFP) - Gelo plástico no solo para fazer os insurgentes no Iraque escorregarem e um raio de calor para dispersar multidões revoltadas no Afeganistão são as novas armas das Forças armadas Americanas, sempre atentas aos avanços tecnológicos.

"O gelo artificial é uma substância que parece plástico e reproduz as propriedades do gelo sobre o pavimento. Pode ser utilizado em ambientes quentes e áridos como o Iraque e o Afeganistão", explica em seu site a Agência de Defesa de Projetos de Pesquisa Avançados (DARPA) do Departamento de Defesa dos Estados Unidos.

A agência lançou em janeiro um pedido de licitação para cientistas que queiram participar deste projeto.

A idéia é reduzir a mobilidade do inimigo enquanto as tropas americanas se deslocam sem problemas sobre o gelo artificial, graças a um agente desativador vaporizado nas solas das botas e nos pneus dos veículos.

A tecnologia reproduz o "gelo negro", gelo transparente sobre o solo que ganha a cor da superfície que cobre.

As qualidades desta "arma" são evidentes para a DARPA: "reduz a capacidade de nossos adversários de nos perseguir e dá tempo para que nossos combatentes atuem ao invés de reagir".

Conhecido por sua tendência de buscar a solução para todos seus problemas nas novas tecnologias, o Exército americano também pretende apresentar outra nova arma: um raio que provoca nos inimigos a sensação de que suas roupas vão se incendiar.

Em cima de um caminhão, a arma consiste numa antena parabólica que "emite um feixe de ondas eletromagnéticas que provoca uma sensação intolerável de calor na pele do adversário, levando-o a recuar, sem provocar feridas", explicam os responsáveis pelo Programa de Armas Não Letais do Departamento de Defesa.

Para enfrentar distúrbios, as forças da ordem têm atualmente à sua disposição balas de borracha. Mas, segundo o diretor do Programa, o coronel Kirk Hymes, o Exército americano "precisa de armas não letais que tenham um maior alcance".

O raio pode ser utilizado eficientemente num espaço de 15 a 500 metros. Não se trata de um laser. A fonte de energia é uma espécie de antena parabólica que emite ondas eletromagnéticas de longitude milimétrica, de grande potência e alta freqüência.

O raio não pode ultrapassar muros, mas consegue penetrar na maioria dos tecidos. Não funciona como um forno de microondas, que produz mais energia de duração prolongada e temperaturas mais elevadas e tem um efeito mais penetrante.

As ondas da nova arma só penetram na pele meio milímetro e não podem afetar os órgaos, asseguram os coordenadores pelo programa. Segundo o Exército americano, esta arma não provoca queimaduras e está em conformidade com os tratados internacionais.

Foram necessários 12 anos para criar esta arma, cujo desenvolvimento foi acelerado em 2001 para permitir sua rápida utilização.

De acordo com o coronel Hymes, os militares pedem este tipo de armas "porque distinguir os combatentes dos não combatentes no campo de batalha é muito difícil".

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    16h59

    -0,54
    3,265
    Outras moedas
  • Bovespa

    17h20

    1,36
    64.085,41
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host