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05/02/2007 - 18h16

Governo americano criará banco de DNA como ferramenta das forças da lei

WASHINGTON, 5 fev (AFP) - As autoridades americanas começarão em breve a coletar amostras de DNA de suspeitos presos ou detidos pelas autoridades federais, inclusive de centenas de imigrantes ilegais, noticiou nesta segunda-feira o jornal The New York Times. As novas regras, que serão implantadas pelo Departamento de Justiça, visam a tornar rotina a prática de coleta de DNA como identificação para qualquer pessoa detida por agentes federais.

Até agora, as autoridades federais coletavam estas amostras apenas de indivíduos condenados, mas as novas regras agora permitirão uma extensão mais ampla desta prática.

Segundo o jornal, os imigrantes ilegais são, de longe, o grupo mais afetado por esta mudança.

A nova amostragem forense de DNA foi autorizada pelo Congresso americano em janeiro de 2006 na emenda de um projeto de combate à violência contra as mulheres.

A lei conta com o forte apoio de organizações de vítimas de crimes e alguns grupos de mulheres, segundo os quais ajudará as forças da lei a identificar agressores sexuais.

Mas defensores das liberdades civis afirmam que a regra é invasiva e abusiva.

"Os perfis de DNA têm o potencial de revelar nossas doenças físicas e mentais. Eles se tornam invasivos quando o governo começa a vasculhar nossas questões mais íntimas", disse Peter Neufeld, co-diretor do Projeto Innocence, que exonerou dúzias de prisioneiros usando evidências de DNA.

Advogados especializados em imigração também se disseram preocupados.

"Isto nos tomou de assalto", disse ao NYT Deborah Notkin, advogada e ex-presidente da Associação de Advogados de Imigração.

"É tão amplo que assusta", concluiu.

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