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05/02/2007 - 11h58

UE descarta pânico e acredita que vai deter o foco de gripe aviária na

Inglaterra=(INFOGRAFIA)= BRUXELAS, 5 fev (AFP) - A União Européia (UE) afirmou nesta segunda-feira não "ter entrado em pânico" por causa do foco de gripe aviária detectado no bloco, e se declarou confiante que as medidas adotadas pelas autoridades britânicas surtirão efeito no controle da propagação da doença.

"Não há pânico pelo risco de uma grande propagação. Acreditamos que as medidas que estão sendo implementadas funcionam bem", afirmou Michael Mann, porta-voz da comissária européia para a Agricultura, Marian Fischer Boel, no momento em que o Reino Unido sacrifica milhares de perus de uma granja infectada com o vírus H5N1 da gripe das aves.

"Estabelecemos regras precisas a seguir e acreditamos que esta é a melhor maneira para lutar contra a gripe das aves", prosseguiu o porta-voz, recordando o sistema implementado pela UE depois da crise de 2006, que consistia no sacrifício das aves do foco detectado, assim como seu isolamento e proibição do transporte de animais num determinado raio.

Além da incineração de milhares de perus no leste da Inglaterra, as autoridades locais multiplicaram os pedidos à população para não se alarmar, enquanto a indústria aviária prevê prejuízos milionários.

O abate de 160.000 perus começou no domingo na granja Bernard Matthews, situada em Holton, no condado de Suffolk, onde a presença do foco foi confirmada no sábado.

O laboratório de referência de Weybridge confirmou a presença do foco e, no final do dia, o Ministério britânico do Meio Ambiente revelou que esta cepa era originária da Ásia e "parecida com a descoberta em janeiro na Hungria".

A cepa H5N1 da gripe aviária é mortal para as aves e potencialmente transmissível e também letal para o homem, razão pela qual é considerada muito perigosa. Até o momento, causou mais de 160 mortes humanas em todo o mundo desde seu aparecimento, em 2003.

Esta é a segunda vez em menos de um ano que a Grã-Bretanha se vê afetada pela gripe das aves.

Em abril de 2006, 30.000 aves foram sacrificadas depois que o vírus foi detectado em frangos de Norfolk (sul), mas o vírus em questão não era o H5N1.

No mês, um cisne portador do H5N1 foi encontrado morto na Escócia.

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