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07/02/2007 - 01h53

Uso de aprotinina em cirurgias cardíacas aumenta mortalidade, diz estudo

WASHINGTON, 6 fev (AFP) - A aprotinina, um medicamento cujo uso se expandiu para controlar as hemorragias durante as pontes coronarianas, aumenta a mortalidade nos cinco anos posteriores à intervenção cirúrgica, aponta um estudo divulgado nesta terça-feira nos Estados Unidos.

Uma equipe médica da Ischemia Research and Education Foundation da Califórnia (oeste) mediu o índice de mortalidade em 3.876 pacientes tratados com três substâncias diferentes contra a hemorragia, entre elas a aprotinina, durante diferentes períodos de tempo nos cinco anos seguintes à cirurgia de revascularização (ou ponte coronariana) em 62 hospitais no mundo.

"Depois de cinco anos, houve 223 mortes em 1.072 operados que tinham sido tratados com aprotinina, ou seja, 20,8% do total, o que representa uma taxa de mortalidade quase 66% mais alta do que um grupo piloto", avaliou o doutor Tennis Mangano, um dos autores desta pesquisa publicada na edição de quinta-feira do Journal of the American Medical Association (Jama).

O estudo mostra que o índice absoluto de mortalidade nos pacientes, nos quais se administrou aprotinina, aumentava 5% em cinco anos e 1% por ano, em comparação às taxas de outros tratamentos, como os ácidos aminocapróico e tranexâmico.

"Estimamos que, no ano passado, a aprotinina foi receitada a pelo menos 200.

000 pessoas no mundo que foram submetidas a uma cirurgia cardíaca e cujo perfil é similar ao dos pacientes do estudo", completou Mangano.

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